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Coimbra

Anozero começa com exposição-conversa em Coimbra para contaminar restante bienal

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A Anozero arranca no sábado com um primeiro momento, uma “exposição-conversa” na Sala da Cidade de Coimbra, que pretende “contaminar” e introduzir a segunda parte da bienal de arte contemporânea, que começará em abril de 2022.

Na Sala da Cidade, estará uma instalação de Carlos Bunga, espaço onde também serão projetados quatro filmes de Beatriz Santiago Muñoz, Marguerite Duras, Sarah Maldoror e Elise Florenty & Marcel Türkowsky.

Para além da exposição, serão também dinamizadas conversas a partir dos filmes para que possam “contaminar de diferentes formas” as exposições coletivas, num segundo momento da bienal, em abril de 2022, disse à agência Lusa Filipa Oliveira, que divide a curadoria da Anozero com Elfi Turpin.

“Quisemos dividir a bienal em duas partes. Um primeiro momento, uma exposição-conversa, que, através das obras de arte, lança os temas que serão trabalhados na segunda parte. E é feito um convite para a cidade vir falar connosco e levantar questões sobre os temas”, aclarou.

Filipa Oliveira vê esta primeira parte da bienal, cuja edição tem como tema “Meia-Noite”, como um momento de abertura em que cidadãos podem apresentar perguntas, que depois serão tornadas públicas, seja em ‘outdoors’ seja na conversa com os artistas que vão trabalhar no segundo momento da Anozero.

Partindo da noite como espaço de “resistência e fluidez”, os filmes trabalham questões como o feminismo, o pensamento pós-colonial ou sobre formas alternativas de produção de conhecimento, aclarou.

“O pensamento ocidental é cada vez mais dicotómico, sempre baseado em oposições, e na noite as oposições estão mais esbatidas e ténues. À noite, todos os gatos são pardos, o pensamento é mais místico e mais empático”, notou Filipa Oliveira, salientando que algo que inspirou as curadoras foi a colónia de morcegos que vive na Biblioteca Joanina que ao se alimentarem dos “bichos que estão nos livros” asseguram a sua preservação.

Nesta primeira parte da bienal, que é coorganizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Universidade de Coimbra e Câmara Municipal, pensa-se a “arte como um lugar inclusivo, um bem comum”, salientou a organização.

Às quintas-feiras, haverá uma conversa com uma pessoa convidada, mas a ideia é que haja conversas todos os dias até 15 de janeiro, podendo qualquer pessoa propor-se para lançar uma questão ou um debate na Sala da Cidade, em torno da exposição, disse à agência Lusa o diretor do CAPC, Carlos Antunes.

“Queremos dessacralizar a relação com a arte contemporânea”, vincou.

Carlos Antunes salientou que entre janeiro e abril a bienal não irá parar e vai continuar a haver momentos e ações entre as duas partes da Anozero.

Sobre abril, o diretor do CAPC realçou que a bienal sempre foi pensada para acontecer nesse mês (tem começado sempre em novembro), esperando que a edição de 2024 já se possa estabelecer e cimentar em abril.

“É um mês que não precisa de ser explicado”, acrescentou.

Carlos Antunes afirmou também que, do que depender da organização, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova continuará a ser o espaço central da bienal, esperando que tal volte a acontecer no segundo momento desta edição, em abril.

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