Mostra de arte contemporânea foi inaugurada este sábado, 11 de abril, e pode ser visitada em oito espaços da cidade.
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Com o epicentro a ser, mais uma vez, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, a Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra espalha-se por mais sete locais da cidade de Coimbra. A saber: Círculo Sede, Círculo Sereia, Sala da Cidade, Edifício Chiado, Convento São Francisco, Jardim Botânico e Museu.
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O tema escolhido pelos curadores Hans Iebelings e John Zeppetelli e pelo curador assistente Daniel Madeira – “Segurar, Dar e Receber” – explora a ligação entre a arte e a arquitetura numa edição que, de acordo com o diretor Carlos Antunes, é “muito poderosa”.
Um dos destaques vai para o corredor de entrada do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova onde uma das mais prestigiadas artistas mundiais Taryn Simon apresenta um trabalho que, depois de Coimbra, será apresentado em Nova Iorque.
Clique nas imagens relativas à inauguração da bienal



































Rui Chafes é outro dos artistas que expõe o seu trabalho neste monumento nacional. Mas Carlos Antunes recorda ainda o Círculo Sereia onde para além dos vídeos de investigação e imagens construídas, é possível ver as imagens das chaves deslocadas de Taysir Batniji.
Na Sala da Cidade, o diretor aconselha a visualização do diaporama em vídeo com 26 minutos da autoria de Nan Goldin que intercala fotografias de obras-primas clássicas e barrocas com retratos íntimos de pessoas amigas.
Veja o Direto NDC com Carlos Antunes
A vereadora com o pelouro da Cultura da Càmara Municipal de Coimbra Margarida Mendes Silva afirmou que este é um evento com enorme relevância nacional e internacional.
“A Bienal Ano Zero não apenas reforça a criação contemporânea, como também gera visibilidade externa e potencia a atratividade de Coimbra enquanto destino cultural”, afirmou, realçando ainda o facto desta ser “uma aventura desafiadora, corajosa, arrojada e, atrevo-me a dizer, subversiva”.
Veja o Direto NDC com Margarida Mendes Silva
A Universidade de Coimbra é um dos parceiros da Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra. Delfim Leão, vice-reitor, fez uma analogia “imperfeita” entre os participantes na marcha coral entre a Praça 8 de Maio e o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e “os 300 espartanos qu sustiveram o avanço das tropas bárbaras no estreito conhecido como Portas do Inferno”.
“Na cidade das Capas Negras, que nós apareçamos de branco. Porque branco, naturalmente, é esse convívio à reescrita, ao entendimento, ao segurar, ao abraço, digamos, do entendimento, e é também o símbolo da paz. O paz que nós queremos, naturalmente, apresentar, e de que a cultura e as artes são o melhor garante”, afirmou.
Veja o Direto NDC com Delfim Leão
O secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, elogiou o trabalho conjunto entre o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e Universidade de Coimbra que permitiram à Bienal Anozero ser um projeto de “política cultural no sentido mais nobre do termo”.
“Esta bienal convida-nos, assim, a olhar para a exposição não como um lugar onde as obras se vão mostrar, mas especialmente aquele onde se criam relações entre os artistas e o público, entre a arte e a arquitetura, entre o passado e o presente, entre a cidade e a comunidade”, disse o governante.
Veja o Direto NDC com Alberto Santos
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