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Ano do Cavalo de Fogo será marcado por disputas e afirmações de “machos alfa” 

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 16-02-2026

Imagem: DR

Micky Hung, um mestre de Fengshui radicado em Macau, não tem dúvidas: o Ano do Cavalo de Fogo, que começa terça-feira, em dia de eclipse solar, será de “enorme impulsividade, propenso ao descontrolo” e “disputas entre nações”.

“No próximo ano, não só as nações pequenas terão problemas, mas também as grandes potências enfrentarão situações incontroláveis, porque o Fogo é muito forte e, quando assim é, as situações políticas tornam-se turbulentas em todos os lugares, com disputas entre as nações, com toda a gente a querer ser o macho alfa”, disse à Lusa.

O elemento fogo, por outro lado, manter-se-á em 2027, no próximo Ano da Cabra. Portanto, começa agora um ciclo caraterizado pela “enorme impulsividade, propenso ao descontrolo, como um incêndio florestal súbito capaz de se espalhar por muitas áreas. Isto aplica-se ao mundo inteiro, não apenas a países ocidentais, como os Estados Unidos, ou países orientais, como a China, mas a todas as nações, mais ou menos poderosas”, resumiu Micky Hung.

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Por outro lado, os fenómenos naturais relacionados com o Fogo, como incêndios ou a ativação de vulcões, serão muito intensos, mas também os desastres causados pelo homem, como explosões ou guerras.

“Esta guerra é real, com base em registos dos últimos mil anos, muitas guerras ocorreram nos anos do Cavalo Vermelho e do Bode Vermelho [assim designados por Micky Hung os anos do Cavalo e da Cabra de Fogo]. Em grandes conflitos, o Fogo incita a irritabilidade, a agressividade ou a incapacidade de resistir, levando as pessoas a agirem de forma imprudente, firmes nas posições, sem vontade de negociar, e com posturas rígidas”, descreveu.

As grandes instituições multilaterais, como as Nações Unidas, Fundo Monetáro Internacional, Banco Mundial, ou a NATO, serão, neste contexto, espaços de “enganos”, onde “as conversas serão superficiais, porque outra das caraterísticas do Fogo é que é ilusório”.

“O Fogo não tem substância. É, como dizem os cantoneses, como ‘soprar água’. Podemos ter tópicos para discutir, mas é uma perda de tempo falar sobre eles. O Fogo é assim, queimando incessantemente, sem substância, apenas queimando constantemente para fora”, disse.

“A comunicação entre as pessoas será de trocas sem palavras sinceras, puramente faíscas geradas por encontros passageiros, sem conexão genuína. A colaboração e o intercâmbio entre as nações também serão muito superficiais. Uma propõe algo, a outra acena com a cabeça, sem concordar, não dando nada de concreto. Nada será levado adiante”, acrescentou.

E o ano seguinte, o do Bode Vermelho, na designação de Micky Hung, “também será assim”. “É um ano que chamamos de ‘fogo deficiente’ ou ‘fogo vazio’, em que o fogo não é real. Portanto, as discussões não são genuínas e o que é dito pelas partes estará distante da realidade. Estamos a negociar agora, mas depois da queima, estaremos a pensar em outras coisas”.

O ano do Cavalo de Fogo é, porém, diferente. Neste caso, o Fogo é intenso, rápido, inesperado, impulsivo, descreve o mestre de Fengshui. Em consequência, este será um ano de “falta de Água”, que nesta cosmogonia está relacionada com a riqueza, e será igualmente um ano desfavorável para o elemento Metal.

“O Fogo vence o Metal”, e por isso o mestre não recomenda investimentos em ouro ou prata. Pelo contrário, “quem tem ouro em mãos, após o início da primavera [que na China ocorreu no passado dia 05], deve vendê-lo e não o compre de volta; deixe-o ir. Porque as finanças são desfavoráveis; este ano é desfavorável para as finanças, o Fogo é muito forte”, disse.

A previsão é comum aos indivíduos e às instituições. “Entre as finanças internacionais e organizações bancárias mundiais, surgirão muitas contradições. As grandes potências não aceitarão a sua abordagem”, previu.

Já em relação à falta de Água, que é um elemento que “vence o Fogo”, Micky Hung aconselha o desenvolvimento dos recursos aquáticos e subaquáticos, incluindo petróleo, minerais, e terras raras, para mitigar a influência da energia do Fogo.

Aqui, deixa um conselho a Portugal: “Vamos focar-nos no fundo do mar, no subsolo — não na terra, porque não se trata da terra, trata-se da Água”. “Portugal, na verdade, tem muitos recursos que não utilizou”, acrescentou.

Portugal, explica o mestre de Fengshui, está localizado no extremo sudoeste da Europa, que, em termos da teoria dos Cinco Elementos – Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água – é uma região cercada pelo Metal. “Toda a região europeia, a sua vasta massa continental, está no elemento Água”, mas Portugal está situado numa áera já correspondente ao Metal, segundo Micky Hung.

“Na Europa, esta energia do Metal de Portugal representa o dinamismo, uma espécie de impulso, que, quando se move, é flexível e mutável, possuindo um espírito de determinação inabalável”, diz o mestre. Porém, repete, em 2026, “o Fogo domina o Metal, elemento que, por exemplo, governa as fontes de energia. Prevejo que este ano em Portugal haverá flutuações nos preços da energia”, disse.

Micky Hung prevê também “disputas políticas” em Portugal – como em todo o mundo – mas, no caso, “a mentalidade das pessoas mudará muito”.

Daí que, concluiu, regressando ao “trunfo mais poderoso” de Portugal, o país “deve encontrar novas fontes de energia oceânica”, incluindo “prospeção de terras raras”, petróleo, ou “assumir o controlo das vias de navegação”, explorando eventuais ‘royalties’ inerentes, que será um dos assuntos “mais relevantes” nos próximos anos, segundo o mestre de Fengshui.

“A casa de Portugal é o mar, desde os navios à vela. O país deve ser aconselhado a considerar este aspeto”, sublinhou.