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Política

André Ventura diz que Marcelo Rebelo de Sousa “esteve muito bem” no aviso ao Primeiro-ministro

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 O presidente do Chega, André Ventura, considerou hoje que o Presidente da República “esteve muito bem” quando avisou o primeiro-ministro que será difícil a sua substituição a meio da legislatura, registando que Costa “não respondeu”.

Depois de ter assistido à cerimónia de tomada de posse do XXIII Governo Constitucional, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, Ventura foi questionado sobre o aviso deixado momentos antes pelo chefe de Estado a António Costa.

“Não costumo dizer isto muitas vezes, mas vou dizê-lo hoje: muito bem esteve Marcelo Rebelo de Sousa hoje a dizer que, de facto, depois de uma eleição como esta, não se compreenderia uma saída do primeiro-ministro com uma maioria absoluta a meio do mandato”, defendeu Ventura.

O líder do Chega considerou ser “evidente para todos, e também para a leitura inteligente do Presidente da República, que o facto de António Costa querer ficar com a pasta da Europa não é inocente, e a análise é que poderá querer sair a meio da legislatura para a presidência do Conselho Europeu”.

“E registei também que António Costa não respondeu a esta situação e a este apelo direto, evidentemente que tinha o discurso já preparado, mas fez questão de não responder a este apelo direto e a este repto do Presidente da República que repito, foi muito inteligente”, frisou.

Ventura lamentou que “perante todas as autoridades judiciais”, não tenha havido por parte do primeiro-ministro “uma palavra sobre justiça sabendo o estado em que a justiça está em Portugal”.

Para o presidente do Chega, “é importante que o governo saiba que não basta apenas dizer que maioria absoluta não é poder absoluto e que o cumpra efetivamente e que não tenha ‘tiques’ nem derivas autoritárias”.

Na sua intervenção, o Presidente da República dirigiu-se diretamente a António Costa e disse-lhe: “Deram a maioria absoluta a um partido, mas também a um homem, vossa excelência, senhor primeiro-ministro, um homem que, aliás, fez questão de personalizar o voto, ao falar de duas pessoas para a chefia do Governo”.

“Agora que ganhou, e ganhou por quatro anos e meio, tenho a certeza de que vossa excelência sabe que não será politicamente fácil que esse rosto, essa cara que venceu de forma incontestável e notável as eleições possa ser substituída por outra a meio do caminho. Já não era fácil no dia 30 de janeiro, tornou-se ainda mais difícil depois do dia 24 de fevereiro”, acrescentou, referindo-se à invasão russa da Ucrânia.

O XXIII Governo Constitucional inicia funções com um horizonte mais longo do que o habitual, uma legislatura até setembro ou outubro de 2026, por resultar de eleições legislativas antecipadas.

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