Coimbra

André Pestana quer Exército a combater incêndios e matas limpas no inverno

Notícias de Coimbra com Lusa | 4 horas atrás em 11-01-2026

 O candidato presidencial André Pestana defendeu hoje que o Exército deve ser mobilizado para combater os incêndios florestais que anualmente atingem Portugal e que as matas deveriam ser limpas no inverno para acabar com “o poderoso negócio do fogo”.

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“Não encontro mais ninguém a ter a coragem de dizer que é preciso combater o poderoso negócio dos incêndios. As empresas que são alugadas para combater os fogos, ao nível da aviação, cobram dezenas de milhares de euros ao Estado, por hora, quando nós temos, no Exército, aviação que poderia ser facilmente adaptada e estar a combater os nossos incêndios, protegendo as nossas populações e poupando muito dinheiro ao Estado”, destacou.

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André Pestana participou, ao final da manhã, numa ação de campanha no Mercadinho da Margem Esquerda, na Alameda do UC Exploratório, na cidade de Coimbra, onde se cruzou com a comitiva de Catarina Martins.

Aos jornalistas, vincou que esta iniciativa visou chamar a atenção para um problema que os outros candidatos não têm referido e que considerou ser “uma tragédia nacional todos os verões”.

“Sou a única candidatura que diz claramente que não se pode falar só dos incêndios no verão. Ou seja, devia ser agora, no inverno, que devíamos estar já a limpar as matas. Mas acima de tudo, além de todas as questões dos guardas-florestais que deviam ser repostos, a questão da pastorícia”, alertou.

De acordo com o candidato presidencial, para melhorar as condições dos portugueses, na questão dos incêndios, “é preciso, mais uma vez, enfrentar poderosos interesses instalados”.

“Por isso é que eu digo que o Exército tem de estar a combater os nossos incêndios no verão e, neste momento, já devíamos estar a limpar as matas, para não haver depois lágrimas de crocodilo no verão. É agora que se faz o trabalho de casa, agora é que se devia estar a limpar as matas, para não termos a tragédia nacional que temos todos os verões”, reiterou.

André Pestana vincou que, sendo o Presidente da República o chefe supremo das Forças Armadas, deveria ter coragem para dizer que estas precisam de estar a defender as populações no verão, quando ocorrem incêndios florestais.

“Não devia estar a defender, nem que seja com a nossa omissão, o poderoso negócio do fogo, que tem, ao nível de aluguer, dezenas de milhares de euros à hora. Portugal não pode continuar a desperdiçar esse dinheiro quando tem tantos e tantos problemas”, concluiu.

Concorrem às eleições presidenciais 11 candidatos, um número recorde, e a campanha eleitoral decorre até sexta-feira.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

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