O espaço Coworking Inquisition Square (ICIS), instalado no Antigo Colégio das Artes no Pátio da Inquisição, foi criado no âmbito do concurso para start-ups internacionais promovido pelo anterior executivo municipal liderado por José Manuel Silva.
A proposta de revogar o Regulamento Interno do Espaço International Coworking Inquisition Square e a extensão do atual espaço de cowork Pátio para aquelas instalações foi aprovada com os votos favoráveis da coligação “Avançar Coimbra” (Ana Abrunhosa, Ricardo Lino, Miguel Antunes, Margarida Mendes da Silva e Luís Filipe) e a independente Maria Lencastre Portugal.
Do lado da coligação “Juntos Somos Coimbra”, os vereadores José Manuel Silva, Ana Bastos e João Francisco Campos e a abstenção dos vereadores Celso Monteiro e José Simão.
Na sua intervenção, o anterior presidente mostrou-se “chocado” com a proposta, entendendo que tal
“não é avançar Coimbra, é atrasar Coimbra”. Para além de ter recordado que o regulamento em questão foi aprovado por unanimidade, José Manuel Silva explicou que não se tratava de “um espaço clássico de cowork mas uma verdadeira Clubhouse de trabalho e partilha, estilo vintage mas com equipamento moderno”.
“A estratégia de internacionalização da Baixa com start-ups internacionais selecionadas em concurso internacional fica em causa, se esta revogação for aprovada. Algumas das que concorreram têm potencial para se tornarem empresas unicórnio! Rejeitar este extraordinário potencial é absolutamente incompreensível. É incrível como um projeto com este alcance está a ser comprometido de forma tão ligeira e sem qualquer diálogo!”, referiu o atual vereador.
Ricardo Lino, da coligação “Avançar Coimbra”, questionou a referência às declarações feitas anteriormente por um vereador socialista “descontextualizadas” do seu teor, enquanto Miguel Antunes afirmou que está “completamente alinhado com a necessidade de ter uma estratégia de internacionalização, de a promovermos ativamente e apoiarmos iniciativas independentes e privativas”.
“Nunca em detrimento dos cidadãos e empreendedores de Coimbra de Portugal, que já cá vivem, que cá investem, que cá criam empregos, e da sua interdição a espaços e serviços promovidos pela autarquia”, frisou.