O Notícias de Coimbra visitou o stand de Arouca, na Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra, para conhecer de perto os famosos doces conventuais daquela região.
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A responsável pela banca é Claudina Bastos, que explicou algumas das iguarias que podem ser encontradas naquela banca. “Há Pão de São Bernardo, castanhas doces, rosquinhas de amêndoas, pedras parideiras, pedra broa, enchido doce que é a morcela doce, charutos de amêndoa e barrigas de freira”, detalhou.
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Um dos que salta mais à curiosidade é a “morcela doce” – “um doce que leva pão, fabricado por nós, com amêndoa, açúcar e canela. Como se fosse uma morcela mesmo”, explicou. “Não há outro igual no país. É conventual e único”, garantiu.
A tradição da família Bastos com a doçaria conventual remonta há muitos anos. Claudina explicou: “Casada há 50 anos, continuamos a tradição do meu marido, que trouxe as receitas do convento de Arouca. Agora estão os meus filhos a dar continuidade, com duas casas abertas na região.”
Entre os produtos, o Pão de São Bernardo é outro que se destacou: “É um pão para partilhar, cortar à mão. É muito fofo e não é muito doce. As castanhas doces são assadas uma a uma na brasa, à moda antiga”, explicou.
Quando questionada sobre seu doce favorito, não hesitou: “As roscas de amêndoa. Têm ovo, amêndoa, açúcar e canela, mas o equilíbrio é perfeito, não é demasiado doce.”
Sobre os preços, a responsável explicou que as unidades começam a 2 euros, a pedra broa e as morcelas a 3 euros, e o Pão de São Bernardo pode chegar a 30 euros, dependendo do tamanho. “Os pequenos provam e depois voltam para levar o maior”, contou.
A feira tem sido positiva para a banca da família Bastos. “Estamos muito agradecidos com a Câmara por nos proporcionar um espaço agradável. As pessoas estão a valorizar mais a doçaria tradicional de Arouca”, concluiu.
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