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Saúde

Ambulâncias perdem mais de 40 minutos só no acesso aos Hospitais da Universidade de Coimbra (com vídeo)

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Há ambulâncias de transportes de doentes não urgentes a demorarem mais de 40 minutos para chegarem da zona da rotunda da Fucoli aos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A chuva está a provocar ainda mais dificuldades no trânsito que já é habitualmente difícil naquela área da cidade. As filas adensam-se sobretudo na Circular Externa, na zona dos semáforos, antes do cruzamento que dá acesso ao pediátrico e à Solum, mantendo-se o trânsito lento ou com paragens até à rotunda da Praceta Prof. Mota Pinto, em frente ao bloco central dos HUC. Quem segue para os hospitais tem que estar preparado também para longos tempos de espera, já que as filas são enormes, sobretudo no acesso às consultas externas.

Os condutores das ambulâncias de transportes de doentes não urgentes já estão habituados a estes condicionalismos mas dizem que, nos últimos dias, a situação tem sido mais caótica do que o habitual devido ao mau tempo.

Um deles contou ao Notícias de Coimbra que vem de Vagos trazer doentes para consultas quase todos os dias, por vezes mais do que uma vez, e que saem sempre com antecedência para garantir que chegam a horas. Diz que ontem, terça-feira, foi um dos piores dias, tendo demorado “quase uma hora no trajeto entre a rotunda da Fucoli e o hospital”. Esta quarta-feira correu melhor porque veio mais cedo e, pela sua experiência, explica que se “não chegarem entre as 8h00/8h30 já é um caos”.

Esta opinião é partilhada por outro motorista de ambulância, que vem de Oliveira do Hospital em serviço de transportes de doentes não urgentes. Diz que já demorou “mais de 40 minutos” para percorrer a curta distância entre os semáforos, na Circular Externa, e os HUC.

Considera que o mau tempo não ajuda, já que, com a chuva intensa que tem caído nos últimos dias, as pessoas têm mais tendência de “levar o carro para dentro do hospital”, o que condiciona todo o trânsito e também o estacionamento. “Não respeitam os parques de deficientes, nem das ambulâncias, nem dos táxis”, refere, lamentando também que muitas pessoas estacionem em segunda fila enquanto esperam dentro do carro pelos doentes.

O motorista de Vagos compreende, também, que as pessoas queiram ir levar e trazer os seus familiares às consultas, dado o mau tempo, mas lembra que “têm que compreender que não podem ir de carro quase até ao consultório”.

E foi precisamente esse cenário que o Notícias de Coimbra constatou no local. Demorou cerca de meia hora a percorrer os escassos metros entre a entrada do hospital e a zona das consultas externas. A fila, lenta e muitas vezes parada, era motivada sobretudo por veículos que ali se dirigiam para deixar doentes, condicionando o trânsito numa zona onde abundam também as ambulâncias e os táxis.

Quem se dirige às consultas já sabe que tem que sair mais cedo de casa. Essa foi a opinião partilhada por alguns dos condutores que se encontravam dentro dos carros, enquanto aguardavam pelo fim da consulta dos familiares que ali transportaram. Em muitos casos, só foram acompanhar por saberem que é difícil arranjar estacionamento. Assim, deixam-nos na zona da consulta, param onde podem e aguardam no carro.

Foi o que sucedeu com Daniel Caldeira, que veio do Carregal do Sal, mas também com José Manuel Rebelo, de Ansião, e Rui Rebelo, de Oliveira do Hospital. Todos contaram que vieram atempadamente, de forma a prevenir o trânsito habitual. Deixaram os familiares o mais próximo que conseguiram e aguardam pelo fim da consulta nos veículos, que se encontram no parque de estacionamento mas em segunda fila.

Habituado às dificuldades provocadas pelo trânsito está o enfermeiro Nuno Fonseca que contou ao Notícias de Coimbra que “todos os dias são difíceis”, o que “gera stress logo à entrada”. Realça que para conseguir estacionamento tem que chegar antes das 7h30, porque a partir daí já é “muito difícil encontrar um lugar”. A situação complica-se ao longo do dia e só mesmo perto da noite é que não há tantos problemas, explicou.

“O problema é que há muitas pessoas que vêm às consultas e estacionam em segunda e terceira filas e ficam dentro dos carros, causando entupimentos e muita demora”, referiu, considerando que é “urgente encontrar uma solução”.

Na zona da urgência, a situação encontrava-se mais calma neste início de manhã de quarta-feira. Por volta das 8h15 estavam na sala de espera apenas quatro pessoas. Alda Gonçalves dirigiu-se à urgência com o filho de 24 anos e diz que “foi rápido e que o atendimento foi ótimo”, tendo demorado apenas uma hora.

Veja o vídeo do direto NDC:

 

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