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Política

Ambiente diz que “foi transmitido” que ministro “não desejava prestar declarações além do tema do evento”

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O Ministério do Ambiente disse hoje à Lusa que foi “transmitido” no final do Mobi Summit que o ministro Duarte Cordeiro “não desejava prestar declarações além do tema do evento”, depois das queixas recebidas pela CCPJ.

A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) vai “procurar apurar” junto do Ministério do Ambiente e dos ‘media partners’ do Portugal Mobi Summit as condições negociadas que estão na base do “‘exclusivo’ jornalístico” anunciado pelo ministro Duarte Cordeiro.

Na passada quarta-feira, 28 de setembro, quando abordado pelos jornalistas à margem do Mobi Summit, em Cascais, Lisboa, o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, disse que apenas fazia declarações aos ‘media partners’ do evento, de acordo com jornalistas presentes.

Questionado pela Lusa se se confirma que Duarte Cordeiro afirmou que só prestaria declarações aos ‘media partners’ do evento, fonte oficial do ministério do Ambiente disse: “Não se confirma”.

A mesma fonte acrescentou que, “no final do evento, o ministro foi solicitado para gravar uma mensagem sobre o evento em que tinha participado” e “nesse momento foi abordado pela comunicação social presente no local para prestar declarações sobre vários assuntos”, mas “foi transmitido que o ministro não desejava prestar declarações além do tema do evento”.

Isto porque “na véspera, ao fim do dia, o ministro prestara declarações em Manteigas e entendeu que não tinha, naquele momento, nada a acrescentar face ao que já fora transmitido”, justificou a mesma fonte.

Num comunicado do plenário da CCPJ sobre parcerias mediáticas divulgado no seu ‘site’, datado de 30 de setembro, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas adianta que “chegaram, por estes dias, relatos de jornalistas que fazem a cobertura do Portugal Mobi Summit, queixando-se de que, ao abordarem o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, este terá respondido que só prestaria declarações aos ‘media partners’ do evento que, neste caso, se pressupõe que sejam os órgãos jornalísticos do grupo editorial organizador do evento”.

O Portugal Mobi Summit 2022 “é uma iniciativa Global Media Group e EDP, em parceria com a Brisa, a Fidelidade, o Lidl, a Câmara Municipal de Cascais e a Câmara Municipal de Lisboa, parceiros fundamentais para concretizar este evento de referência no debate dos temas da mobilidade sustentável”, lê-se no ‘site’ do evento.

A Global Media, presidida por Marco Galinha, detém títulos como Diário de Notícias (DN), Jornal de Notícias (JN), Dinheiro Vivo (DV), TSF, entre outros.

“A confirmarem-se as queixas e também as notícias, entretanto veiculadas por alguns órgãos de informação, dando conta do ocorrido, este caso configura um grave atentado à liberdade de imprensa e ao dever de equidade dos responsáveis governamentais para com todos órgãos de informação jornalísticos”, afirma a Comissão da Carteira.

“A CCPJ vai procurar apurar junto do ministro do Ambiente e dos parceiros mediáticos do evento Portugal Mobi Summit as condições negociadas que estão na base deste inédito ‘exclusivo’ jornalístico anunciado por um membro do Governo”, remata.

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