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Ambientalistas querem travar minas de lítio na Região Centro

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Três organizações ambientalistas escreveram aos grupos parlamentares, partidos e candidatos às eleições de quatro distritos da região Centro a apelar ao “compromisso público para ser travado o processo dos projetos em curso de mineração, designadamente de lítio”.

O apelo foi enviado pelas organizações ambientalistas AZU, Associação Olho Vivo e Movimento Contra-Mineração Beira Serra aos partidos e candidatos nos distritos de Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco, com o objetivo de “obter algumas respostas” sobre os processos de mineração que estão a decorrer.

Na missiva a que hoje a agência Lusa teve acesso, os signatários referiram que tomaram a iniciativa para que os destinatários respondam ao seu “apelo e se pronunciem, de modo esclarecedor”, sobre as suas posições perante os processos de mineração conhecidos.

“Os processos em curso estão a ser conduzidos sobretudo pelo Governo e por grandes empresas multinacionais e nacionais na ‘caça’ aos recursos minerais do país, de entre os quais o lítio. Grandes empresas que, a pretexto, não desdenharão em especular nestes processos por forma a obterem o maior e mais rápido lucro, também para isso contando com cobertura político-partidária, pública e institucional”, alertaram.

Na missiva acrescentaram que, “com esse intuito, pretendem projetar, e abrir, minas gigantescas a céu aberto que podem atingir os 800 metros de diâmetro por 350 metros de profundidade”.

“Assim, vão surgir autênticas crateras, com intensa utilização e consequente destruição de recursos naturais mais sensíveis, com destaque para os recursos hídricos e para solos de aptidão agroflorestal”, vaticinaram.

E, entre outros efeitos negativos, apontaram que os projetos exercerão também uma “incontrolável e negativa pressão sobre os aglomerados populacionais das regiões em que se venham a concentrar, sobre espécies autóctones e produções/produtos tradicionais como a vinha e o vinho, o olival, a pastorícia, os laticínios e toda a pecuária de qualidade, apicultura incluída”.

Alertaram ainda que, “ao contrário do que a propaganda afirma, os processos em curso não vão contribuir para a criação de postos de trabalho para as populações locais, uma vez que estas operações recorrem sobretudo à mecanização, necessitando de um mínimo de mão-de-obra sobretudo da especializada”.

Para as três organizações ambientalistas, “nos casos das eventuais minerações em apreço e suas previsíveis más consequências”, o “saldo final” do processo, caso se venha a consumar, “será duramente negativo para o Ambiente, para Portugal e sua população”.

“No contexto, os signatários reiteram o apelo para que Vossas Excelências também convirjam nos planos político e institucional tendo em vista travar a consumação destes projetos tais como os temos pela frente”, remataram.

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