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Coimbra

AM chumba internalização dos SMTUC mas há problemas estruturais que têm que ser ultrapassados (com vídeos)

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Os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) têm problemas estruturais que têm que ser ultrapassados. Com o chumbo da internalização pela Assembleia Municipal (AM), esta terça-feira, é necessário analisar novas medidas.

A vereadora da autarquia, Ana Bastos, explicou ao Notícias de Coimbra que muitos desses problemas seriam diretamente solucionados através da internalização dos SMTUC nos serviços da autarquia, “tirando partido de alguma qualificação de massa crítica que já existia na Câmara Municipal”.

Não tendo passado esta proposta na AM, é preciso equacionar novas alternativas. “Vamos ter que criar essa mesma estrutura do lado dos SMTUC. Isso vai desde logo obrigar a rever o mapa do pessoal, já esta semana temos estado a trabalhar nesse sentido. É preciso aumentar postos, abrir novos concursos para entrada de novas pessoas qualificadas e reforçar também algumas estruturas internas”, explicou Ana Bastos.

Esta opção trará, contudo, mais gastos numa altura em que a autarquia se depara já com grandes preocupações na área financeira. A vereadora recorda que “o custo dos combustíveis e da energia duplicou nos últimos tempos”, não antevendo “fácil o futuro dos SMTUC nos próximos meses”. Adianta, ainda, que esse futuro deverá passar por “rever o próprio organigrama dos SMTUC”.

O tema da internalização dos MTUC marcou toda a AM, que contou também com a presença de cerca de 200 trabalhadores que aguardavam com ansiedade pela decisão sobre o futuro dos transportes municipalizados. O movimento Cidadãos por Coimbra (CpC), a CDU e o PS rejeitaram a proposta, que foi assim chumbada, contando 29 votos contra e 20 a favor.

O líder da bancada socialista, Ferreira da Silva, lamentou que os SMTUC estejam a ser “conduzidos para uma situação de catástrofe”. Um “caos” que, no seu entender, se instalou num ano, com “os autocarros a avariarem e a não serem recuperados”.

O deputado João Malva, do CpC, considerou que o atual estado dos SMTUC resulta de “um processo crónico” e desresponsabilizou os trabalhadores pela situação em que se encontram.

Luísa Silva, da CDU, também se afirmou contra a internalização e destacou a função social dos transportes coletivos, que garantem direitos fundamentais aos cidadãos.

Na sessão, o presidente da Câmara, José Manuel Silva, voltou a sublinhar que os SMTUC já estão “internalizados na Câmara, já fazem parte da Câmara”, e que a proposta apresentada residia apenas na junção efetiva dos ativos dos SMTUC e da autarquia. Tratava-se, como afirmou, de introduzir melhorias a nível da gestão dos SMTUC. Frisou, ainda, que não se podem melhorar os serviços sem nada se mudar.

Recorde-se que esta internalização tinha sido aprovada pelo executivo municipal na reunião de Câmara de 12 de setembro. A proposta previa que os SMTUC continuassem a ser “um serviço público municipal”, com a mesma designação.

Veja os vídeos dos diretos NDC:

 

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