Os estudantes do ensino superior poderão dar formação sobre literacia financeira aos alunos do ensino básico e secundário, segundo um plano nacional que prevê também formação para os professores que já estão nas escolas.
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O Plano Estratégico do Plano Nacional de Formação Financeira (PNFF) para os próximos quatro anos foi hoje divulgado e prevê a criação de uma “bolsa de formadores, através da capacitação de estudantes de ensino superior, docentes, entre outros”, que poderão depois ir às escolas do ensino básico e secundário dar “sessões de formação”, em articulação com o professor de Cidadania e Desenvolvimento.
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O objetivo é “criar um efeito multiplicador que contribua para o aumento dos níveis de literacia financeira em Portugal”, explicou hoje o Ministério da Educação, Ciência e Inovação numa nota conjunta com os três supervisores financeiros parceiros neste projeto: o Banco de Portugal, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
O plano prevê “novos cursos flexíveis”, organizados por ciclos de ensino e por temas, para os professores que já estão nas escolas e que irão ensinar a componente de “Literacia Financeira e Empreendedorismo”.
Já para os futuros professores, os mestrados em ensino vão passar a ter um módulo com conteúdos de Literacia Financeira. “As escolas passam, assim, a receber uma nova geração de professores capacitada para abordar a educação financeira em sala de aula”, sublinham as quatro entidades envolvidas neste projeto.
Os supervisores financeiros, em parceria com o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), irão também produzir “materiais pedagógicos, incluindo vídeo-aulas e apresentações, de forma modular”, sobre os principais temas de literacia e empreendedorismo.
Os supervisores financeiros, em articulação com o MECI, “pretendem ainda contribuir com conteúdos que serão incorporados numa plataforma digital para as escolas, com o objetivo de complementar a aprendizagem dos alunos em sala de aula e apoiar a formação contínua dos professores”, acrescenta a nota.
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