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Alunos das regiões afetadas pelos incêndios vão fazer exames na segunda fase

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Os alunos da região centro que não fizeram provas nem exames nacionais devido aos incêndios vão poder realizá-los na segunda fase, sendo “equiparados a exames realizados na primeira fase, para todos os efeitos, incluindo o acesso ao ensino superior”.

A informação foi hoje divulgada pelo Ministério da Educação, que remeteu às redações uma comunicação do Júri Nacional de Exames (JNE).

A nota explica que os alunos das comunidades educativas afetados pelos incêndios da região centro, que levaram à suspensão das atividades letivas e ao adiamento de provas finais de ciclo e exames nacionais do secundário, vão agora poder realizá-los dentro do calendário de provas e exames da segunda fase, que decorre entre 19 e 24 de julho.

“Os alunos destas comunidades educativas podem realizar, na 2.ª fase, os exames nacionais e provas finais em que se encontravam inscritos na 1.ª fase e que não tiveram oportunidade de realizar por motivo de suspensão das atividades letivas nas suas escolas ou por não se encontrarem nas condições físicas e psíquicas adequadas, por terem vivenciado os acontecimentos. Nesta situação, os exames nacionais realizados na 2.ª fase são equiparados a exames realizados na 1.ª fase, para todos os efeitos, incluindo o acesso ao ensino superior”, refere a nota do JNE.

O documento explica que estes alunos, caso tenham necessidade de recorrer a uma segunda fase de exames poderão realizar provas como segunda fase na época especial dos atletas, “cujo calendário será oportunamente divulgado”.

O JNE admite também casos excecionais.

“Serão analisadas, caso a caso, mediante identificação e justificação pelas escolas, as situações de eventuais alunos que possam não ter condições para a realização das provas e exames por motivos relacionados com a ocorrência vivida nessa zona do país”, lê-se na nota.

As atividades letivas foram suspensas na sequência dos incêndios que afetaram a região centro do país e devem ser totalmente retomadas na segunda-feira.

O ME tem insistido que os alunos não serão prejudicados por esta interrupção no que diz respeito a provas e exames, agora reagendados.

A suspensão das atividades letivas foi inicialmente anunciada para as localidades de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, tendo sido estendida às escolas da Sertã e de Pampilhosa da Serra em consequência da progressão do incêndio.

Na quarta-feira o ME anunciou o retomar das aulas na Sertã e, parcialmente, em Figueiró dos Vinhos.

Dois grandes incêndios deflagraram no sábado na região Centro, provocando 64 mortos e mais de 200 feridos, tendo obrigado à mobilização de mais de dois milhares de operacionais.

Estes incêndios, que deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis, consumiram um total de cerca de 50 mil hectares de floresta [o equivalente a 50 mil campos de futebol] e obrigaram à evacuação de dezenas de aldeias.

O fogo que deflagrou em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alastrou a Figueiró dos Vinhos e a Castanheira de Pera, fazendo 64 mortos e mais de 200 feridos.

As chamas chegaram ainda aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas o fogo foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

O incêndio que teve início no concelho de Góis, no distrito de Coimbra, atingiu também Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais. Ficou dominado na manhã de quinta-feira.

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