Coimbra

Alterações na Avenida Urbano Duarte dividem executivo municipal de Coimbra

António Alves | 11 minutos atrás em 23-03-2026

Ana Bastos fala em impactos negativos e Ana Abrunhosa refere que a mudança evita “a formação de filas frequentes e atrasos na circulação” naquela artéria da cidade.

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A eliminação da possibilidade de viragem da Rua do Brasil para a Avenida Urbano Duarte não obteve consenso na última reunião do executivo municipal de Coimbra. Do lado da oposição, a crítica veio da vereadora do movimento Somos Coimbra, Ana Bastos.

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No período antes da Ordem do Dia, a autarca começou por referir que a mudança é “percecionada como um exemplo claro de desvalorização do interesse coletivo em benefício de necessidades muito específicas”.

Ana Bastos questiona mesmo se foram efetuadas “contagens, estudos de tráfego ou avaliações técnicas que sustentem esta alteração”, pois “os congestionamentos naturalmente persistem e, têm sido evidenciados nas redes sociais, uma vez que como todos sabemos, ou estão associados maioritariamente à viragem à direita para a Rua do Brasil/Ladeira do Seminário ou, à prática ilegal e recorrente de estacionamento em transgressão sobre passeios e separadores nas horas de entrada e largada dos estudantes das escolas”.

Em entrevista ao Notícias de Coimbra, a vereadora lembrou que a medida exige aos automobilistas “um desvio com mais de um quilómetro a todos os que anteriormente viravam diretamente à esquerda, obrigando-os a enfrentar quatro novos semáforos, um deles de conflito com o MetroBus onde já ocorreram acidentes”.

Veja o Direto NDC com Ana Bastos

Em resposta escrita ao Notícias de Coimbra, a presidente Ana Abrunhosa afirmou que “aquela via não pode ser a via essencial para sair de coimbra (o que acontecia pelo facto de ser permitido ir da Rua do Brasil diretamente para a Ponte Rainha Santa)”.

De acordo com a autarca, a intervenção realizada no início de março resultou “de uma avaliação técnica realizada pelos serviços municipais, que identificou problemas persistentes de congestionamento, conflitos de circulação e penalização do transporte público naquele ponto da rede viária urbana”.

“De acordo com a análise técnica realizada pelo Departamento de Mobilidade, Trânsito e Transportes, a atual possibilidade de viragem tem vindo a funcionar como fator de atração de tráfego de atravessamento, contribuindo para a saturação do entroncamento, a formação de filas frequentes e atrasos na circulação, particularmente nos períodos de maior intensidade de tráfego”, disse.

Sobre o impacto da medida, Ana Abrunhosa afirmou que “estão a ser monitorizados os fluxos, nomeadamente no Bairro Norton de Matos, para onde existem já alguns estudos a implementar para minimizar o seu uso por tráfego de atravessamento”.

Na sua opinião, “o tráfego de atravessamento deve ser priorizado pelas vias estruturantes, como a Fernando Namora, às quais o acesso deve ser facilitado”.

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