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Coimbra

Almedina apresenta “Memórias do Outono Ocidental-Um Século sem Bússola” de Adriano Moreira

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Adriano Moreira estará no próximo dia 28 de Fevereiro, pelas 21:00, no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra, para apresentar o seu mais recente livro «Memórias do Outono Ocidental—Um Século sem Bússola».

A apresentação desta obra do jurista, político, professor universitário e atual presidente da Academia das Ciências de Lisboa estará a cargo de Viriato Soromenho-Marques, professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.  No final da sessão haverá uma atuação do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra.

No prefácio de«Memórias do Outono Ocidental—Um Século sem Bússola»pode ler-se que «É justamente o relevo crescente das inquietações de cada Estado europeu com os seus interesses privativos, a crise da estrutura europeia e o aprofundamento da sua hesitação entre a Integração na linha federalista e a União na linha da igual-dade dos Estados, que faz avultar o facto de a solidariedade EUA e Europa não ser invocada, visivelmente ela estar a enfraquecer, com os EUA a regressarem ao destino manifesto do Pacífico e a considerar o Atlântico uma retaguarda por vezes incómoda.

O que ajuda a esquecer que é o Ocidente que está em decadência, que a violenta crise europeia é parte de uma crise mundial sem precedente, e que os países como Portugal veem crescer a situação de Estados exógenos, exíguos, atingidos pela linha da pobreza que fez renascer o limes romano ao Norte do Mediterrâneo. Pelo que não devem omitir ou esquecer o poder da voz contra a voz do poder que emerge, acima daquela linha, ignorando que, sem União, de modelo final ainda não definido, não é apenas a voz de cada Estado europeu, ou a voz da União anarquizada, é a voz do Ocidente que será pelo menos fortemente debilitada no globalismo ainda mal sabido da entrada neste século sem bússola.»

Adriano Moreira é Doutor Honoris Causa por várias universidades, catedrático pela Universidade Técnica de Lisboa, detentor de várias condecorações e de um percurso académico de referência. Foi também um ativo ator político, tendo sido ministro do Ultramar durante o Estado Novo e presidente do Centro Democrático Social (CDS) após o 25 de Abril.

É o atual presidente da Academia das Ciências de Lisboa e autor de várias obras ensaísticas e históricas ou de Direito, como «Saneamento Nacional», «Ciência Política», «Direito Internacional Público» ou «Teoria das Relações Internacionais». Em 2009 publicou a obra biográfica, «A Espuma do Tempo». É colunista do Diário de Notícias. Recebeu, em 2010, o Prémio Pedro Hispano, que distingue a figura do ano na área da Cultura, da Arte e das Letras.

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