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Coimbra

Alguns pais acusam escola de Coimbra de discriminar crianças

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Alguns pais não estão satisfeitos com a forma como “crianças e pais têm sido tratados pela direção” do Centro de Bem-Estar Infantil do Movimento de Casais de Santa Maria, que dispõe das valências de creche e pré-escolar.

Em representação de vários pais, uma encarregada de educação contou ao Notícias de Coimbra que “os pedidos dos pais têm sido ignorados” e acusa o estabelecimento de ensino de, com algumas atitudes, “promover a discriminação entre crianças”.

Referiu que, nos últimos tempos, “a direção não se tem comportado muito bem com os pais e crianças”, tomando medidas que “não são do seu agrado”, o que tem levado mesmo “alguns pais a optar por tirar de lá as crianças”.

As obras realizadas no último verão foi um dos exemplos que apontou. Iriam decorrer em agosto, mês em que esta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) encerra, mas como não seria suficiente, segundo esta mãe, “avisaram os pais em julho que iam fechar uns dias mais cedo e no final de agosto comunicaram que não iria abrir logo no início de setembro por causa das obras”. Apesar de lhes ter sido descontado o valor da mensalidade, considera que a escola não respondeu às necessidades dos pais, que tiveram que encontrar soluções para deixar os filhos.

Lamenta também que numa turma do pré-escolar tenham sido preenchidas todas as vagas, quando há uma criança com necessidades educativas especiais, sem terem reforçado o apoio com mais auxiliares.

A festa de Natal também está a gerar descontentamento. De acordo com esta mãe, a direção resolveu fazê-la “fora da instituição, em horário letivo, e quer que os pais faltem ao trabalho para poderem levar as crianças à festa”. Considera que esta decisão “é discriminatória”, já que, “caso os pais não os possam levar, os meninos não vão à festa”.

De acordo com esta encarregada de educação, “os pais de várias salas propuseram que as festas de Natal fossem realizadas por salinhas para todas as crianças poderem usufruir da festa mas foi negado”.

Contactada pelo Notícias de Coimbra, a presidente da instituição, Miquelina Ventura, negou as acusações feitas e lembrou que esta escola está já “há 50 anos ao serviço de Coimbra”. Sobre as obras, explicou que eram “absolutamente necessárias para que a instituição ficasse de acordo com as novas normas dos edifícios nas valências de creche”.

Além das reformulações necessárias, adianta que foram feitas as alterações necessárias para a criação de um segundo berçário. “Tudo isto foi feito em agosto, mês em que a instituição está fechada, como está previsto no nosso regulamento interno”, explicou, acrescentando que apenas encerrou dois dias úteis a mais, precisamente a 29 de julho (sexta-feira) e a 2 de setembro (sexta-feira), já que a 1 de setembro é habitual estar fechado para limpeza e desinfeção do edifício, o que consta do regulamento interno do estabelecimento.

Quanto ao número de auxiliares por sala, Miquelina Ventura assegura que têm três adultos por sala – uma educadora e duas auxiliares – o que é mais do que o exigido por lei. Nessa sala específica, há 24 crianças e quatro adultos – um educador e três auxiliares.

“Pelo que sei, a nossa instituição é a única na cidade de Coimbra que tem três adultos por cada sala de atividades, tanto na valência de creche como de pré-escolar”, refere a presidente, acrescentando ainda que a criança com necessidades educativas especiais dispõe também de acompanhamento de um psicólogo da instituição e da Equipa de Intervenção Precoce de Coimbra. “A própria mãe reconhece o trabalho da instituição, ao ponto de ter recusado uma vaga noutra escola mais vocacionada para estes casos”, sublinha.

Relativamente à festa de Natal, vai realizar-se efetivamente num espaço alugado, o Salão Polivalente da Igreja de S. José, com capacidade para 200 lugares sentados, de forma a assegurar que as famílias possam participar, como tem acontecido sempre. A presidente conta que, durante muitos anos, a festa realizou-se no refeitório da instituição mas “uma das imposições da Segurança Social nas obras foi a colocação de um biombo fixo ao chão a separar o refeitório do corredor, para que as funcionárias que se deslocam para a sua sala de refeições não tivessem contacto com as crianças que estão já a almoçar”. Esse biombo diminuiu a capacidade do refeitório, o que levou a direção a concluir que “não tinha condições para ali realizar a festa de Natal”, um evento a que “os pais gostam muito de assistir”, realça.

Assim, estão marcadas duas festas de Natal para o Salão Polivalente da Igreja de S. José, uma no dia 14 de dezembro às 17h00 para a valência de creche e outra no dia 15 de dezembro, à mesma hora, para a valência do pré-escolar. Ambas irão contar com a envolvência e participação dos pais, sublinha Miquelina Ventura.

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