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Coimbra

Algumas freguesias estão contra estacionamento pago no hospital da Figueira da Foz

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Algumas juntas de freguesia da Figueira da Foz estão contra o estacionamento pago no hospital local, tendo sido aprovados votos de protesto nos quais é contestado o investimento municipal que possibilitou o novo sistema de pagamento.

Os votos de protesto, da autoria da coligação Somos Figueira (PSD/CDS-PP/MPT/PPM), oposição no executivo autárquico, foram apresentados, até ao momento, em oito das 14 freguesias do concelho: seis aprovaram o texto que pretende “contribuir para uma revogação” da decisão de taxar o estacionamento e duas chumbaram a iniciativa.

No texto do documento, a que a agência Lusa teve acesso, os promotores “repudiam a decisão” da Câmara Municipal se ter associado – através da empresa municipal Figueira Parques, entidade que investiu 80 mil euros no sistema de pagamento e tem a concessão dos parques por cinco anos – à cobrança do estacionamento, “uma vez que é manifestamente desadequada e coloca em causa o princípio básico de recurso à saúde”, alegam.

Aprovaram o documento as assembleias de freguesia de Alqueidão, Paião, Tavarede, Vila Verde e Quiaios (todas do PS) e Moinhos da Gândara (Somos Figueira) e este foi rejeitado nas freguesias socialistas da Marinha das Ondas e Buarcos – onde se integra a cidade da Figueira da Foz.

Bom Sucesso, liderada por uma lista independente, e Ferreira-a-Nova (PS) ainda não analisaram o voto de protesto, a exemplo de Alhadas (PS) e Maiorca (Somos Figueira), para onde a discussão está hoje agendada.

Ouvida pela Lusa, Isabel Cardoso, presidente da assembleia de freguesia de Buarcos, afirmou que o chumbo da proposta não significa que a assembleia que lidera seja a favor do estacionamento pago no Hospital Distrital da Figueira da Foz

“Não aprovamos, porque não estamos na posse de todos os elementos necessários. Queremos ter conhecimento da razão porque é que aquele parque está a ser taxado. Vamos pedir esclarecimentos à Câmara”, afirmou a autarca.

Já os presidentes de junta de São Pedro (onde está instalado o hospital, na margem sul do Mondego) e Lavos, que não analisaram o documento dado a coligação Somos Figueira não estar representada nas respetivas assembleias, admitiram que o estacionamento seja taxado nos meses de verão, para impedir que as viaturas de banhistas invadam os parques do hospital, argumento que esteve na base da implementação da medida por parte do conselho de administração da unidade de saúde.

“Talvez taxar o estacionamento nos meses de julho e agosto e ser gracioso no resto do ano fosse uma boa medida intermédia”, sustentou José Elísio Oliveira, do movimento independente “Ou Vai ou Racha”.

Já António Samuel, autarca socialista de São Pedro, criticou a decisão camarária, alegando que moradores e comerciantes das imediações do hospital se têm queixado sobre a escassez de lugares de estacionamento na via pública, desde que os parques do hospital passaram a ser pagos.

“Deviam procurar melhor solução, talvez cobrar de junho a setembro. Como utente do hospital, não percebo que se pague. As pessoas vão para o hospital já fragilizadas, as consultas demoram muito tempo, toda a gente devia entrar sem pagar”, frisou.

O sistema pago, que tem merecido críticas de autarcas, profissionais de saúde e utentes, entrou em vigor no início de novembro e coloca, na prática, o hospital dentro do parque de estacionamento (com uma barreira à entrada e duas à saída, existindo ainda um acesso exclusivo, com cancela e vigilante, para ambulâncias e veículos particulares em situação de emergência).

Na quinta-feira, a administração do hospital anunciou que o estacionamento passará a ser gratuito entre as 22:00 e as 07:00, a partir de 01 de janeiro.

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