Um novo ano traz consigo novas ameaças virais. De acordo com especialistas em doenças infecciosas, o aumento da população mundial, a maior mobilidade e o aquecimento global colocam os humanos em contacto com vírus antigos e emergentes, capazes de se espalhar rapidamente.
Entre os vírus que merecem atenção em 2026 estão:
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Gripe A – à beira de uma nova pandemia: A gripe A continua a ser uma ameaça constante. O vírus, que infecta uma grande variedade de animais, pode sofrer mutações rapidamente. O subtipo H5N1, responsável pela gripe das aves, tem sido monitorizado devido à sua capacidade de transmitir-se de aves para mamíferos, incluindo vacas, e potencialmente para humanos. Em 2026, os cientistas procuram sinais de que este vírus possa adaptar-se para transmissão de pessoa para pessoa, um passo crítico para o início de uma nova pandemia.
Atualmente, as vacinas disponíveis não oferecem proteção contra o H5N1, mas estão a ser desenvolvidas vacinas específicas. A pandemia de gripe mais recente, causada pelo H1N1 em 2009, matou mais de 280.000 pessoas no primeiro ano, recordando o impacto potencial de uma nova mutação.
Mpox – disseminação global continua: O vírus Mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, foi identificado na década de 1950 e, embora historicamente raro, espalhou-se globalmente em 2022, afetando mais de 100 países. O clado II, mais brando, estabeleceu-se em diversas regiões, enquanto o clado I, mais grave, tem causado surtos localizados, incluindo quatro casos nos Estados Unidos em 2025, sem ligação a viagens à África.
Apesar da existência de uma vacina, não existem tratamentos eficazes. A evolução da doença em 2026 permanece incerta, com a possibilidade de novos surtos em diferentes regiões.
Vírus Oropouche – ameaça transmitida por mosquitos: O vírus Oropouche, transmitido por mosquitos e borrachudos, foi identificado na década de 1950 em Trinidad e pode causar febre, dores musculares e fraqueza prolongada. Historicamente limitado à região amazónica, o vírus começou a expandir-se para outras áreas da América do Sul, América Central e Caribe, afetando também viajantes nos Estados Unidos. Em 2026, os surtos podem continuar, com o vírus a expandir a sua área geográfica, uma vez que os mosquitos transmissores se encontram espalhados pelas Américas.
Diversos vírus continuam a representar risco em 2026:
- Chikungunya: surtos globais persistem, podendo afetar viajantes; a vacinação pode ser considerada.
- Sarampo: casos continuam a aumentar nos EUA e no mundo devido à queda das taxas de vacinação.
- HIV: pode ressurgir devido a interrupções na ajuda internacional, apesar da disponibilidade de tratamentos eficazes.
- Vírus desconhecidos: novos vírus podem surgir à medida que humanos perturbam ecossistemas e viajam globalmente.
Especialistas sublinham que a vigilância contínua, o desenvolvimento de novas vacinas e o controlo de surtos conhecidos são essenciais para manter a população mundial segura.
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