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Alergia ao frio existe e pode ser grave

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 25 minutos atrás em 02-02-2026

Imagem: depositphotos.com

Uma condição rara chamada urticária ao frio — muitas vezes descrita como “alergia ao frio” — faz com que algumas pessoas tenham reações cutâneas e até sistémicas quando a pele entra em contacto com temperaturas baixas. Embora pareça improvável, esta realidade é confirmada por estudos clínicos e especialistas em imunologia.

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A urticária ao frio manifesta‑se quando o sistema imunitário reage exageradamente ao frio, levando à libertação de histamina e outros químicos que provocam manchas vermelhas, comichão, inchaço e urticas (vergões) na pele pouco depois de a pessoa ser exposta ao frio, seja pelo ar gelado, água fria ou contacto direto com superfícies frias.

Os sintomas normalmente surgem entre 5 a 10 minutos após a exposição ao frio e podem durar até duas horas ou mais. Embora em muitos casos a condição seja limitada a erupções cutâneas, em formas mais severas pode evoluir para uma reação sistémica grave, incluindo anafilaxia (reação alérgica intensa), dificuldade em respirar, queda da pressão arterial ou desmaios, como consta no The Conservation.

Especialistas afirmam que esta condição é rara, mas real, e pode afetar qualquer pessoa, embora seja mais frequentemente diagnosticada em adultos jovens. Em situações extremas — como a exposição prolongada à água fria ao nadar — os efeitos podem ser tão intensos que se tornam perigosos.

O diagnóstico costuma ser feito por um médico através de um teste simples no consultório, como colocar um cubo de gelo na pele por alguns minutos e observar se surge uma reação. O tratamento envolve evitar exposição ao frio, usar anti-histamínicos e, em casos de reações graves, medicamentos específicos e planos de emergência recomendados por um profissional de saúde.