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Política

Alegre acusa Rangel de espírito inquisitorial e ofensa grave à democracia

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O ex-candidato presidencial Manuel Alegre fez hoje um duro ataque ao “número um” da lista europeia da coligação PSD/CDS, Paulo Rangel, acusando-o de ofender a democracia, “espírito inquisitorial” e de lembrar quem considerou os judeus “um vírus”.

Manuel Alegre falava no comício do PS em Coimbra, começando logo a sua intervenção por dizer sentir-se “profundamente incomodado e muito indignado” com a afirmação de Paulo Rangel sobre o “vírus socialista”.

“Ouvi com uma voz esganiçada Paulo Rangel, que está agora muito magro – mas quanto mais magro mais agressivo – dizer ´alerta portugueses contra o vírus socialista’. Ora isto é uma ofensa não só ao PS, mas também à democracia, porque viola as regras básicas da convivência democrática”, sustentou Manuel Alegre, recebendo uma prolongada ovação.

Mas Manuel Alegre foi ainda mais longe nas suas críticas ao “número um” da lista da europeia PSD/CDS, afirmando que Paulo Rangel “revelou uma espírito intolerante, um espírito inquisitorial – e essa é a pior herança cultural do nosso país”.

“Mas revelou também uma enorme falta de memória histórica, porque há umas dezenas de anos, na Europa, houve um partido [Nacional Socialista] que disse que os judeus eram um vírus que era preciso exterminar. O PS não é um vírus mas um grande partido da democracia e da tolerância. Os seus fundadores estiveram presos e depois do 25 de Abril de 1974 não se transformaram de perseguidos em perseguidores – e essa é a nossa superioridade moral”, afirmou Manuel Alegre.

Manuel Alegre voltou a levantar a plateia quando manifestou a sua convicção de que o PS vencerá as eleições europeias “e dará a seguir uma abada nas eleições legislativas”.

“A coligação negativa que se forma contra o PS é a prova da força do PS”, advogou, já depois de ter criticado indiretamente o PCP e o Bloco de Esquerda.

“Não compreendo que, numa situação destas, com um Governo extremista, partidos de esquerda tenham feito do PS o seu inimigo principal. Perderam o azimute. Nós não perdemos o azimute. Contra o PS não há alternativa”, defendeu.

Manuel Alegre lançou ainda um ataque à realização no próximo domingo, dia de eleições europeias, de uma reunião promovida pelo Banco Central Europeu em Portugal, com a presença de representantes do Fundo Monetário Internacional e da Comissão Europeia.

“Faz-me lembrar antes do 25 de Abril as reuniões dos latifundiários quando iam às festas dos capatazes no Alentejo”, referiu.

Para Manuel Alegre, Portugal “deve bater o pé aos credores”.

“Pagaremos as nossas dívidas, mas a política em Portugal é determinada pelos portugueses”, afirmou, recebendo nova prolongada salva de palmas.

 

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