Região

Aldeia deserta mantém as cicatrizes dos incêndios: Mourísia 1 semana depois da visita do Presidente da República

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 17-03-2026

Sete dias após a visita do Presidente da República, António José Seguro, à aldeia da Mourísia, no concelho de Arganil, a pequena localidade de apenas 10 residentes permanentes mostra-se quase deserta.

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Na aldeia ainda se nota a marca dos incêndios de agosto de 2025: a placa de identificação da aldeia continua carbonizada, e a bandeira nacional colocada durante a visita presidencial já não se encontra. A localidade, que ficou cercada durante os incêndios que tiveram início no Piódão a 13 de agosto, foi evacuada na altura, embora alguns moradores tenham decidido permanecer.

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No dia da visita, a aldeia recebeu com entusiasmo o Presidente, com tarjas de boas-vindas e ruas cheias de pessoas. Hoje, porém, o NDC registou ruas desertas, casas fechadas e janelas trancadas. Os jornalistas tentaram contactar os moradores, batendo às portas, para perceber como tem sido o quotidiano nesta aldeia fustigada pelos incêndios e quais as mudanças sentidas desde a presença do chefe de Estado.

Ainda assim, a aldeia mantém viva a memória do acontecimento: junto à fonte central, a população local recorda a visita e o agradecimento público que foi feito ao Presidente a 10 de março, quando também se reforçou o reconhecimento pelo apoio dado à comunidade após os incêndios.

Apesar do contraste entre a movimentação de há uma semana e o silêncio atual, os 10 residentes permanentes continuam a viver nesta aldeia isolada, lidando com os efeitos dos incêndios e com o lento regresso à normalidade.

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