O caso do pequeno Émile Soleil, o menino francês de dois anos e meio que desapareceu em julho de 2023, continua num mistério quase três anos depois.
A família voltou a lançar um apelo para que as autoridades levem a cabo novas investigações no processo, alegando que ainda existem pistas não exploradas e locais que nunca foram examinados.
Segundo o advogado da avó de Émile, alguns depoimentos carecem de esclarecimentos e há propriedades e construções na área que, na opinião da família, “merecem ser investigadas a fundo”, como consta no Correio da Manhã.
Recorde-se que o menino desapareceu a 8 de julho de 2023, um dia depois de chegar à casa dos avós na aldeia de Haut-Vernet, nos Alpes franceses, para passar férias.
Após nove meses de buscas sem resultados, as ossadas de Émile foram finalmente encontradas em março de 2024 perto do local onde tinha sido visto pela última vez, por um transeunte que as entregou às autoridades.
No âmbito da investigação, os avós maternos e dois tios da criança chegaram a ser detidos sob suspeita de homicídio voluntário e ocultação de cadáver, mas foram libertados após dois dias, ainda que a investigação não tenha descartado a hipótese de intervenção de terceiros.
Relatórios forenses apontaram que Émile sofreu um traumatismo facial violento, o que levou as autoridades a considerar que a sua morte possa não ter sido acidental — mas a verdade sobre o que aconteceu continua sem respostas.
Perante estes desenvolvimentos, a família insiste na necessidade de uma reabertura das investigações para finalmente obter respostas sobre o que levou à morte do pequeno Émile.