A Funerária Rolo & Ferreira informou, em comunicado, que até ao momento, não é possível agendar as cerimónias fúnebres do pescador morto à facada pelo cunhado na Praia da Leirosa, na noite de Ano Novo.
Segundo a agência, as condições para a realização do funeral de Hélio Jacinto ainda não estão reunidas, mas garantem que, assim que a situação for regularizada, a data será divulgada publicamente.
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Recorde-se que, a tranquilidade da Praia da Leirosa foi brutalmente rasgada na noite de 31 de dezembro por um homicídio violento que deixou a comunidade em estado de choque. José Romão, de 50 anos, suspeito de matar o cunhado, o pescador Hélio Jacinto, de 51 anos, estaria a usar pulseira eletrónica devido a um processo de violência doméstica contra a companheira, Sara.
Segundo apurou o Notícias de Coimbra, o homem, residente na zona de Ílhavo (Aveiro), deslocou-se sozinho para a Praia da Leirosa no dia 24 de dezembro. Dias depois, a 30, a companheira acabou por se juntar à família, convencida pela agora viúva, Natália Romão, que pretendia promover uma reconciliação entre o irmão e a cunhada durante a passagem de ano.
O que deveria ser um encontro de paz e reconciliação acabou em tragédia.
De acordo com a Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro — com o apoio da GNR do Paião —, durante o jantar de réveillon, uma discussão violenta terá irrompido por motivos ainda não totalmente esclarecidos. Numa tentativa de evitar que o conflito escalasse, Hélio Jacinto saiu para o exterior da habitação.
Mas o desfecho foi fatal.
Inconformado, José Romão terá ido atrás da vítima, empunhando uma faca. Após provocar um confronto físico, desferiu dois golpes, um na região torácica e outro na abdominal, ferimentos que se revelaram mortais. O pescador da Praia da Leirosa não resistiu.
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