Coimbra vive momentos de grande aflição devido às cheias que assolaram a cidade nas últimas horas, com o município a enfrentar uma das maiores crises das últimas décadas. A situação agrava-se à medida que o caudal do Rio Mondego sobe, colocando em risco várias zonas habitacionais e infraestruturas.
Através de uma publicação nas redes sociais, o autor Pedro Chagas Freitas partilhou a sua dor e preocupação com a cidade e as pessoas que conhece, referindo a sua ligação profunda com Coimbra. “Coimbra está a sofrer, pode vir a sofrer ainda mais nas próximas horas. Sofro muito pelas pessoas, tantas, que conhecemos lá”, escreveu, expressando o sofrimento pessoal e coletivo que muitos estão a viver.
Pedro relembra momentos dolorosos vividos na cidade, onde se sentiu acolhido e, ao mesmo tempo, enfrentou desafios. “Vivemos ali alguns meses fechados entre as paredes de um hospital. Sofremos, penámos, chorámos, aguentámos, sobrevivemos, sorrimos. Fizemos amigos daqueles que se ligaram a nós pelo caminho mais doloroso: o da dor.”
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Apesar da situação dramática, o autor acredita que, de alguma forma, foi protegido. “Amanhã iríamos estar lá. Estava tudo programado, tudo na nossa agenda. Por um motivo insondável, foi adiado. Acho que foi para nos proteger. Foi uma luz qualquer, não posso deixar de pensar nisso. Sinto que às vezes há coisas que correm mal para nos salvarem de um mal maior. Esta foi uma delas”, reflete Pedro, com um misto de alívio e de gratidão pela proteção que sente ter recebido.
A mensagem de apoio e força foi também dedicada à Presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, que tem liderado a resposta à catástrofe. “Aplaudo a Ana Abrunhosa, incansável, uma líder de verdade. Tem pulso, tem visão, tem coragem. É dessa massa que se fazem os grandes decisores. Decidir é um acto de coragem, às vezes até de génio”, expressou, destacando o trabalho árduo e a competência da autarca na gestão da crise.
Por fim, Pedro Chagas Freitas fez um apelo à calma e à confiança, com um pensamento positivo para os próximos dias. “Que a chuva acalme, que tudo possa ser ultrapassado com o menor número de danos possível. Eis tudo o que peço”, escreveu, enviando um abraço solidário a todos os que estão a enfrentar o medo e a incerteza.
Conclui com uma mensagem emotiva: “Adoro-te, Coimbra. Aguenta-te, Coimbra.”