O grupo Águas de Portugal (AdP) garantiu hoje que não existe qualquer anomalia na qualidade do abastecimento nos sistemas por si geridos, após notícias sobre eventuais riscos associados à passagem da tempestade Kristin.
O esclarecimento foi feito na sequência de um comunicado emitido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) a alertar para “riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia”.
“O Grupo AdP assegura, em todas as suas operações, um controlo rigoroso e contínuo da qualidade da água, com monitorização permanente, através de um extenso programa de controlo e análise realizado por laboratórios acreditados”, assegura a entidade, em comunicado.
A AdP sublinha ainda que “mantém o compromisso com a proteção da saúde pública, a segurança do consumo humano e a prestação de um serviço fiável aos municípios e às populações”.
A DGS aconselhou a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.