A água de arroz — sim, aquela que sobra depois de cozer arroz — está a ganhar um novo protagonismo no mundo da beleza.
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A tendência, impulsionada pelo crescimento do skincare DIY (faça você mesmo), está a conquistar cada vez mais curiosos, mas os especialistas deixam um aviso claro: não é para todos — nem substitui o essencial.
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Segundo uma análise da Fresha, o termo “rice face wash” já soma cerca de 160 mil pesquisas mensais em todo o mundo. E não é uma moda passageira: o interesse tem vindo a crescer de forma consistente nos últimos cinco anos, acompanhando a procura por soluções mais naturais, simples e acessíveis.
Mas afinal, o que explica esta febre? Entre vídeos virais nas redes sociais, rotinas minimalistas e a vontade de poupar dinheiro, a água de arroz surge como uma alternativa aparentemente inofensiva — e com raízes antigas. Este ingrediente é usado há séculos em práticas de beleza do Leste Asiático, tanto para a pele como para o cabelo, e agora está a regressar em força às rotinas modernas.
Ainda assim, nem tudo é tão simples quanto parece. Danielle Louise, especialista de beleza da Fresha, explica que o interesse reflete uma mudança maior: “As pessoas estão mais conscientes dos ingredientes e querem opções acessíveis. A água de arroz parece fácil e segura, e por isso desperta tanta curiosidade.”
E sim, pode ter benefícios — quando usada da forma certa. Pode ajudar a hidratar ligeiramente a pele, graças aos seus amidos e aminoácidos, dar um brilho subtil e até acalmar irritações leves. Em alguns casos, também pode contribuir para reforçar a barreira cutânea, mas sempre como complemento e nunca como base da rotina.
O problema começa quando se tenta simplificar demasiado. Um dos maiores erros é usá-la como substituto do gel de limpeza. A água de arroz não remove maquilhagem, protetor solar ou oleosidade, o que pode resultar em borbulhas e poros obstruídos.
Os especialistas aconselham cautela, sobretudo se a pele for acneica, sensível ou propensa a congestão. Também alertam para o uso excessivo — que pode causar irritação — e para a utilização de versões fermentadas sem perceber como a pele reage.
No fundo, esta tendência faz parte de um movimento maior: cada vez mais pessoas estão a questionar rotinas complexas e a apostar em ingredientes específicos. Mas há um equilíbrio a manter.
“O skincare DIY pode ser útil para conhecer melhor a pele, mas não substitui o básico”, reforça Danielle Louise.
E esse básico continua a ser o mesmo: limpeza adequada, tratamentos direcionados e protetor solar.
Foto: reprodução
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