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Política

Agricultura, pescas e florestas vão ser “temas centrais” no programa do CDS-PP

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A agricultura, pescas e as florestas vão ser “temas centrais” do programa eleitoral do CDS-PP às legislativas de janeiro, afirmou hoje o presidente do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, que criticou a atuação da atual ministra.

No final de uma reunião com o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), na sede do CDS-PP, em Lisboa, Francisco Rodrigues dos Santos adiantou que ” a agricultura, as pesas e as florestas” vão ser “temas centrais” do programa eleitoral do partido e criticou o “mau funcionamento do Ministério da Agricultura”.

O líder do CDS-PP disse que faltou entregar “900 milhões de euros aos agricultores” em programas do plano de desenvolvimento rural.

“Projetos que foram aprovados, alguns deles há 7 anos, que ainda não foram executados, porque este governo não foi capaz de cumprir as suas promessas e obrigações”, criticou o presidente do CDS-PP.

O líder dos centristas lamentou ainda que os orçamentos do Estado não tivessem “uma verba que complemente os fundos comunitários”, acusando a atual Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, de ser “incapaz de ajudar os agricultores a desenvolver o seu trabalho e a ter acesso a fundos europeus”.

Francisco Rodrigues dos Santos frisou que “a agricultura constitui um peso significativo na economia” e adiantou que o CDS-PP vai propor uma “estratégia nacional dedicada à água, para que a gestão das águas seja “partilhada com o Ministério da Agricultura”, deixando de ser apenas gerida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

“É necessário que haja captação de água para que possa ser eficientemente usada”, disse, alertando para a eventualidade de “desertificação física” do país, porque as pessoas não irão “conseguir fixar-se numa região onde a água é um bem escasso”.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, apelou a que “os partidos passem a ter uma mensagem para os agricultores e para o mundo rural”. A reunião com o CDS-PP foi a primeira de um conjunto que a CAP irá propor ao partidos que “têm uma ligação ao rural e aos interesses da agricultura”.

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