O Ministério Público espanhol arquivou a queixa apresentada contra Julio Iglesias por alegadas agressões sexuais e tráfico de pessoas, avançada pela ONG Women’s Link em nome de duas ex-empregadas do cantor. As trabalhadoras prestaram serviço nas residências do artista na República Dominicana e nas Bahamas.
Segundo o MP, os tribunais espanhóis não têm competência para investigar crimes cometidos fora do país sem ligação direta a Espanha. A decisão aplica-se também quando as vítimas e os suspeitos são estrangeiros e os fatos ocorreram no estrangeiro, podendo ser investigados no local dos acontecimentos.
A agência Europa Press adianta que a decisão não pode ser contestada em Espanha, e que os queixosos poderão agora recorrer às autoridades judiciais do país onde ocorreram os alegados crimes.
As acusações tornaram-se públicas a 13 de janeiro pelo jornal El Diario. Alegadamente, as ex-empregadas denunciavam tráfico de pessoas para trabalho forçado, assédio e agressões sexuais, condições laborais abusivas e crimes contra os direitos dos trabalhadores.
Um dia depois, o Ministério Público espanhol ouviu as alegadas vítimas e concedeu-lhes estatuto de testemunha protegida. Julio Iglesias, de 82 anos, negou todas as acusações no Instagram: “Nego ter abusado, coagido ou faltado ao respeito a uma mulher”.