Os municípios das Terras da Chanfana, com este prato típico como elemento de união, defendem a agenda gastronómica, hoje apresentada para o ano de 2026, como forma de promover os territórios.
Na iniciativa, promovida pela Dueceira – Associação de Desenvolvimento do Ceira e Dueça, num restaurante da Lousã, o presidente da associação, Victor Carvalho, começou por lembrar que tudo começou, em 2018, quando os quatro concelhos – Lousã, Miranda do Corvo, Penela e Vila Nova de Poiares – se uniram em volta da marca Terras da Chanfana, vencedora do concurso 7 Maravilhas de Portugal à Mesa.
“Fazemos estas agendas gastronómicas porque entendemos que é também uma forma de promover o território, mas também de trazer aos nossos agentes económicos uma mais-valia em termos de visitantes”, afirmou o também presidente da Câmara da Lousã, durante a apresentação da iniciativa.
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“Têm sido festivais bastante participados e penso que assim irão continuar a ser”.
José Miguel Ramos, presidente da Câmara de Miranda do Corvo, destacou a “oferta ímpar do ponto de vista nacional” do território e que é “bastante diferenciadora”.
“Conseguimos aliar, nesta zona, património turístico, cultural e gastronómico de excelência. Quando comparamos com outros territórios do nosso país, estamos, realmente, numa posição de grande vantagem, fruto destas infraestruturas que temos a sorte de ter”, afirmou.
O vice-presidente da Câmara de Penela, Luís Balão Fernandes, lembrou que a chanfana “é ponto comum” dos quatro concelhos, mas que o seu concelho tem também outros pratos com semanas gastronómicas que “têm sido um sucesso”.
“Quem vem [ao nosso território] quer sempre voltar. É porque temos alguma coisa de bom”, notou.
Nuno Neves, presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, realçou a agenda gastronómica como algo que une os concelhos e a sua importância no turismo.
“Partilhamos todos uma herança comum. Além de haver uma visão estratégica para o futuro, o turismo é muito importante. A gastronomia é algo que atrai turistas e a chanfana, nesse sentido, tem um papel bastante importante”, sublinhou.
Em resposta a uma questão colocada pela Lusa, José Miguel Ramos destacou a importância da calendarização dos eventos para evitar sobreposições, desejando que a promoção do território possa ser feita em conjunto sempre que sentirem “que há uma oportunidade que valha a pena”.
“Não nos podemos esquecer que a valorização do território é igual a termos mais negócio em quem investe nas nossas regiões. Portanto, mais negócio para quem cá tem restaurantes, para quem faz produção da matéria-prima para venda ao público, para quem aqui tem alojamentos, para quem aqui tem infraestrutura turística”, sublinhou.
Vila Nova de Poiares acolhe, de sexta-feira a dia 18, a Semana da Chanfana, sendo este o festival inaugural da agenda gastronómica hoje apresentada.
Segue-se, de 30 de janeiro a 08 de fevereiro, a Semana Gastronómica do Galo, em Penela, e, depois, de 20 a 28 de fevereiro o Festival Gastronómico da Chanfana na Lousã.
Em Miranda do Corvo a Semana Gastronómica Sabores da Chanfana, o primeiro evento da agenda no concelho este ano, decorre entre 24 e 30 de abril.
A agenda gastronómica das Terras da Chanfana inclui cerca de três dezenas de festivais até ao final do ano, exceto julho e agosto, em que, além da chanfana, estarão presentes produtos endógenos do território, como o cabrito, o borrego, cogumelos, queijo, mel e castanha.
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