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Administração do CHUC acusa Ordem dos Médicos de mentir sobre o Hospital dos Covões e refuta a desqualificação da Urgência

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A administração do CHUC refutou hoje as declarações do presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos sobre a acusação do presidente da Ordem dos Médicos do Centro de “desobediência” à tutela sobre o desmantelamento do Hospital dos Covões, reiterando que a “desqualificação da urgência do Hospital Geral não é da competência do CA” e que a urgência não está a ficar sem médicos, apenas a voltar ao funcionamento normal, que tinha sido reforçado durante o pico da pandemia.

A administração dos CHUC recorda que a ministra da Saúde afirmou que “essa desqualificação nunca poderia ter lugar sem autorização superior e sem a existência de um estudo técnico”, afirma a administração do CHUC em esclarecimento enviado hoje ao Notícias de Coimbra.

O Conselho de Administração, presidido por Carlos Santos, afirma que “carece de qualquer fundamento a afirmação de que a desclassificação e redução da capacidade de resposta da urgência do Hospital dos Covões configura, na prática, um ato de desobediência perante o Ministério da Saúde, por parte do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra”.

“Foi após 2017 que a urgência do HG foi aberta aos fins de semana e feriados e de segunda a sexta-feira até às 22 horas, horário que poderá vir a ser retomado em breve, tendo em conta a estabilidade verificada no número de novas infeções” pode ler-se no mesmo documento.

Quando o presidente da “SRCOM insta o Conselho de Administração do CHUC a reverter o caminho de desmantelamento já iniciado e a respeitar as orientações provenientes superiores fica claramente demonstrado o desconhecimento do assunto simplesmente, porque o CA não pode reverter decisões que não tomou”.

O CHUC desmente que desde o início do ano, “a capacidade de internamento do Hospital dos Covões passou de 205 para 134 camas, o que representa uma redução de 71 camas”, dado divulgados pela SRCOM que acusa de “não corresponder à verdade”.

A administração esclarece que “quando o Hospital Geral passou a polo de referência do CHUC para a Covid-19, tinha uma capacidade de 192 camas e não 205” e acrescenta que “já retomou toda a sua atividade normal, estando apenas inativas 20 camas na unidade de ortotraumatologia, a qual se encontra a aguardar obras de requalificação estando, as equivalentes 20 camas abertas noutro espaço e destinadas a doentes da especialidade de ortopedia.”

“O que seria expectável é que a SRCOM se tivesse insurgido contra uma lotação de 31 camas da unidade de ortotraumatologia devido à falta de condições de habitabilidade” afirma o CA considerando que “só pode posicionar-se contra a redução da lotação para 20 camas quem seja favorável a que os doentes estejam em situações de risco clínico.”

A Unidade de Cuidados Intensivos Coronários – afirma o CHUC –  “é agora uma unidade de recobro com pernoita, com sete camas, para os doentes que são tratados na unidade de hemodinâmica e pacing” e tem cardiologista 24 horas por dia”. Esta unidade “trata doentes de ambulatório, que são a maioria dos doentes, que merecem o mesmo tipo de atendimento e a mesma atenção aos tempos de espera para realização do tratamento que todos os outros. Mantém, igualmente, uma área diferenciada para os meios complementares de diagnóstico e terapêutica e consultas. Os doentes com patologia mais complexa e com necessidade de internamento são tratados no pólo HUC.”

O serviço de pneumologia mantém no HG toda a área de ambulatório, incluindo o hospital de dia não oncológico, consultas externas e provas funcionais respiratórias que não existem no polo HUC, acrescenta a administração hospitalar .

No mesmo texto, o CA desmente o presidente da Ordem dos Médicos do Centro acerca do corte na equipa do “serviço de urgência – no período das 09:00 às 21:00h” e diz que não é verdade o que diz Carlos Cortes quando afirma que as “urgências são asseguradas por uma equipa de oito médicos, quando em março eram asseguradas por 15 médicos.

“Mais uma vez esta informação não corresponde à verdade, pois o que se verificou foi a necessidade de reforço da equipa de profissionais da urgência com médicos, enfermeiros e assistentes operacionais em cerca de 40%, com profissionais que foram mobilizados de outros pólos hospitalares, por necessidade de assegurar a prestação de cuidados em segurança, no contexto de pandemia da Covid-19. Com a retoma da atividade normal, estes profissionais regressaram aos seus serviços de origem.”

Para uma melhor perceção do movimento atual no serviço de urgência do polo HG, refira-se que o número médio de doentes atendidos por dia em junho foi de 47 doentes e em julho de 54 doentes. Em igual período de 2019, o número médio chegou a 120 doentes por dia, com equipas similares.

O CHUC afirma-se como “instituição que presta cuidados de saúde de elevada qualidade a nível regional, nacional e internacional, onde cada um dos seis polos hospitalares que o compõem se constitui como referência na prestação dos cuidados, pautando-se por elevados padrões de diferenciação clínica, técnica e científica, bem como de qualidade e segurança, e que continua a merecer a confiança dos cidadãos”.
“Declarações precipitadas e não suportadas em factos, ditadas, muitas vezes, por razões conjunturais, têm um impacto negativo na confiança dos cidadãos e são injustas para os profissionais que, em todo o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, diariamente procuram fazer o melhor pelos doentes.” – conclui o CA.

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