A cafeína, um dos estimulantes mais populares do mundo, pode estar prestes a enfrentar um novo concorrente: a paraxantina.
PUBLICIDADE
Esta substância, que o corpo humano produz naturalmente quando metaboliza a cafeína, começou a aparecer em bebidas energéticas e outros produtos como uma possível alternativa ao estimulante tradicional.
PUBLICIDADE
Algumas marcas estão a divulgar fórmulas que utilizam paraxantina em vez de cafeína, prometendo um estado de alerta mais estável e “energia limpa” — sem o nervosismo ou as quebras abruptas de energia que por vezes se associam à cafeína, segundo pode ler-se no ZAP.
A ideia por trás desta tendência é simples: ao usar diretamente a paraxantina — que já surge no organismo após o consumo de cafeína — pode‑se obter um efeito estimulante semelhante, bloqueando os sinais da adenosina no cérebro (um químico que promove a sensação de sono).
Embora alguns estudos pequenos indiquem que a paraxantina pode melhorar a atenção, tempo de reação e memória de curto prazo, a investigação ainda é limitada. A substância está a ser classificada na Europa como um “novo alimento”, mas os dados sobre efeitos a longo prazo e segurança ainda são escassos quando comparados com a vasta literatura existente sobre a cafeína.
Os reguladores destacam que, até agora, os ensaios realizados envolveram doses de até cerca de 200 mg por dia durante curta duração, e que é prudente aplicar as mesmas precauções que se usam com a cafeína — como evitar o consumo em crianças ou durante a gravidez.
Apesar de alguns consumidores relatarem que a paraxantina parece “mais suave” ou menos caótica no impacto energético, faltam estudos mais amplos e independentes para confirmar se esta alternativa realmente supera a cafeína em termos de eficácia e menor incidência de efeitos secundários.
PUBLICIDADE