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Ensino

Academias Gulbenkian melhoraram confiança e outras competências de crianças e jovens

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Crianças e jovens mais otimistas, curiosos, confiantes, tolerantes em ambiente escolar e mais capazes de lutar por objetivos são alguns dos resultados ao nível de competências sociais e emocionais obtidos pelas Academias Gulbenkian do Conhecimento, hoje divulgados.

Os resultados preliminares de avaliação a três anos de atividade destas academias, obtidos através de avaliação externa, foram hoje apresentados na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, avaliando o trabalho destas academias promovidas pela fundação e que funcionam, desde maio de 2018 em espaços como escolas e instituições de ensino superior, autarquias, organismos públicos, associações, instituições de solidariedade social e outros parceiros.

Existem atualmente 100 Academias Gulbenkian do Conhecimento a funcionar em todo o país, envolvendo mais de 54 mil crianças e jovens até aos 25 anos, sendo que a maioria dos participantes tem entre seis e 18 anos, frequenta o ensino público e reside em meio urbano.

“Em média, as crianças e jovens das Academias Gulbenkian do Conhecimento estão mais otimistas e são mais curiosos. Têm maior autocontrolo, maior assertividade e melhor capacidade de comunicação. São mais capazes de confiar, mais tolerantes no ambiente escolar e mais resilientes, em particular na persistência para alcançar o que se propõem. Mas os resultados não foram visíveis apenas nas crianças, há mudanças na forma como os próprios adultos (pais e professores) se relacionam com as crianças e entre si”, lê-se no relatório sobre a avaliação preliminar.

O relatório aponta melhorias em competências como controlo emocional, curiosidade, autoestima, empatia, cooperação, consciência social e também pensamento criativo.

As academias centraram o seu trabalho de melhoria de competências sociais e emocionais em torno de sete grandes objetivos: adaptabilidade, autorregulação, comunicação, pensamento criativo, pensamento crítico, resiliência e resolução de problemas.

As academias tiveram, cada uma, um apoio financeiro até 30 mil euros atribuído pela fundação, sendo responsabilidade do promotor assegurar 40% do financiamento necessário ao funcionamento.

Segundo os dados do relatório, a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) atribuiu em subsídios 2,6 milhões de euros para a criação destas academias e a sociedade civil contribuiu com 3,1 milhões de euros. A FCG gastou ainda mais de um milhão de euros em atividades de mentoria, divulgação, avaliação e outros apoios à atividade destas academias, que “funcionaram um pouco por todo o lado” e com efeitos “tanto ao nível familiar e pessoal como na inovação e desenvolvimento locais”.

“Criaram-se novos empregos, mobilizaram-se parceiros para projetos liderados pelos jovens, interveio-se no ambiente, no desporto e na arte, promoveu-se a saúde e a cidadania. Muitas Academias reportaram ganhos não previstos e não mensuráveis, mas profundamente sentidos e valorizados tanto pelas crianças e jovens, como pelas famílias e comunidades escolares. As Academias conseguiram uma integração sustentável das expectativas e realização de todos”, refere o relatório.

Algumas dão origem a novos projetos e novos financiamentos, havendo já quatro com candidaturas a programas de financiamento aprovadas, num valor total de 611 mil euros.

O relatório refere também o impacto nas crianças e jovens das academias em 2020, primeiro ano pandemia de covid-19, que afirmaram que estas os levaram a sentir-se “menos irritados, menos aborrecidos e mais esperançosos”.

Deste projeto a FCG fez nascer outro, o Gulbenkian 25 <25, “uma seleção de 25 jovens das Academias, que passaram por programas de desenvolvimento de competências sociais e emocionais, com menos de 25 anos que ajudarão a resolver problemas de forma criativa e inovadora e a liderar a mudança para um futuro mais sustentável”, segundo o relatório.

Os jovens selecionados vão trabalhar em 14 projetos de inovação social, “de elevado potencial nas áreas de saúde e bem-estar, paz e coesão social, sustentabilidade ambiental, economia circular, e tecnologia e humanidade”, as cinco áreas prioritárias identificadas pelos próprios e serão agora preparados para a tarefa.

“Os jovens foram estimulados a pensar num conjunto de problemas prioritários e construíram projetos de empreendedorismo social para a transformação das suas comunidades”, explica o relatório, que acrescenta que os projetos terão a mentoria e apoio da FCG e de entidades parceiras.

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