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AAC alerta para necessidade de valorizar a juventude no plano de recuperação e resiliência

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A Associação Académica de Coimbra submeteu, hoje, o seu contributo ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) do governo português no procedimento de consulta pública a que está sujeito desde o passado dia 15.

Para João Assunção, presidente da Associação Académica de Coimbra “Após análise do Plano de Recuperação e Resiliência, e cientes do papel de defensora intransigente das necessidades da juventude, em particular dos estudantes do ensino superior, a Associação Académica de Coimbra, preocupada com as implicações desta nova crise económica e social nas gerações mais jovens, sob as quais começam a pairar ameaças de precariedade, sentimos que era necessário alertar para algumas omissões e debilidades do plano original.”

“Alojamento estudantil, acesso à habitação pelos mais jovens, aumento do financiamento das Instituições de Ensino superior e reforço do apoio à investigação, são quatro as alterações ao documento sob escrutínio que a AAC propõe à tutela”, frisa o líder estudantil.

No documento enviado à imprensa, a AAC sugere, em primeiro lugar, que o acréscimo de 15.000 camas em alojamentos estudantis até 2026 especifique critérios de distribuição geográficos, lembrando que a Academia de Coimbra em nada beneficiou com as implementações até agora levadas a cabo pelo MCTES ao abrigo do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior.

A segunda proposta é a de que o alargamento do parque público de habitação a custos acessíveis preveja uma quota de investimento especificamente destinada aos mais jovens, permitindo-lhes encontrarem uma primeira habitação a preço razoável e condigna que os conduza à estabilidade de vida o mais cedo possível.

A terceira sugestão prende-se com a necessidade de investimento por parte do Estado central nas Instituições de Ensino Superior, libertando os agregados familiares do pagamento de propinas, diminuindo eventuais motivações para o abandono escolar por falta de meios económicos.

Por fim, a AAC propõe um investimento estrutural na FCT que permita um aumento impactante da cobertura das bolsas de investigação e que seja visto como um incentivo à prossecução de carreiras académicas dedicadas à produção de conhecimento e de bem-estar social.

“Com a inserção destas quatro propostas, acreditamos que o Plano de Recuperação e Resiliência terá um papel vital na valorização da juventude e do ensino superior português.”, remata João Assunção.

O PRR é o plano para o investimento de mais de 16 mil milhões de euros disponibilizados pela União Europeia ao executivo português e estará disponível para consulta pública até ao próximo dia 1 de março.

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