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“A Universidade de Coimbra e a independência do Brasil” em exposição a partir de segunda feira

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A Universidade de Coimbra inaugura segunda-feira, dia 21, na cidade brasileira do Recife, a exposição “A Universidade de Coimbra e a Independência do Brasil”. Segundo a UC, trata-se de uma viagem pela história da relação centenária entre a Universidade de Coimbra (UC) e o Brasil que começa apropriadamente no Estado do Pernambuco, terra natal de Manuel de Paiva Cabral, o primeiro aluno com o registo “natural do Brasil” a estudar na mais antiga universidade portuguesa (que frequentou entre 1574 e 1586). 

A mostra – que vai estar em exibição, até 31 de maio, na Galeria Massangana, numa iniciativa da Universidade de Coimbra em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco, a Associação Portuguesa de Imprensa e a Associação da Imprensa de Pernambuco, com o apoio da Embaixada de Portugal no Brasil e do Instituto Camões – reúne os registos documentais e bibliográficos da relação centenária entre a Universidade de Coimbra e o Brasil. E integra-se nas comemorações do bicentenário da independência do “país-irmão” (1822-2022).

A Universidade de Coimbra está umbilicalmente ligada à história do Brasil: dela se diz que foi fundamental para que o país sul-americano nascesse e crescesse uno e indiviso. Enquanto na América Latina de domínio espanhol, as elites formadas em 25 universidades distintas deram origem a 18 novos países no decurso do século XXI, as 19 Capitanias-Gerais do território português na América do Sul mantiveram-se unidas, pois a grande maioria das suas elites (71,8% dos Ministros, Senadores e Conselheiros brasileiros entre 1822 e 1831) tinha estudado em Coimbra, na única universidade em funcionamento permanente no “império português” até 1911.

É dessa relação centenária que trata a exposição, com um vasto acervo documental e bibliográfico dos períodos pré e pós-coloniais entre o Brasil e Portugal, onde não faltam registos da imprensa oitocentista nem a matrícula do primeiro aluno com inscrição “natural do Brasil” – o pernambucano Manuel de Paiva Cabral – na Faculdade de Leis, em 13 de novembro de 1579.

“Trata-se de uma iniciativa que reflete a importância da UC na História do Brasil, muito atual porque simboliza o papel da Universidade de Coimbra como promotora da paz e do diálogo entre povos”, refere o Vice-Reitor da UC para as Relações Externas e Alumni, João Nuno Calvão da Silva, que vai representar a instituição na inauguração, segunda-feira, a partir das 17h00 locais (21h00 em Portugal continental).

Após a exibição no Brasil, a exposição – com coordenação do Vice-Reitor João Nuno Calvão da Silva e do Diretor da Biblioteca Geral da UC, João Gouveia Monteiro, e curadoria de Ana Maria Leitão Bandeira e António Eugénio Maia do Amaral – estará patente na Universidade de Coimbra a partir de setembro deste ano.

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