Opinião

A Lei de Murphy

Notícias de Coimbra | 3 meses atrás em 30-01-2024

Diz-nos este adágio que qualquer coisa que possa correr mal, correrá mal no pior momento possível.

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Já todos tivemos esta sensação durante a nossa vida, e maldizemos o Edward Murphy por ter sido um visionário ou adivinho.

Tal como outros, Luís Montenegro já nem dorme, pensando em Murphy.

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Já não bastava a questão – mal explicada – da sua casa em Espinho, dos 649 mil euros em ajustes directos a três Câmaras Municipais lideradas pelo PSD, facturadas pela sua antiga sociedade de advogados entre 2014 e 2022 (uma média de quase 65 mil euros por ano), as saídas do seu partido para integrarem as listas eleitorais do CHEGA, o não conseguir ultrapassar o PS nas sondagens, e agora uma resma de Inspectores da Polícia Judiciária, de Procuradores do Ministério Público e de Magistrados Judiciais invadem a ilha da Madeira e constituem arguidos, por suspeita de corrupção, os mais altos quadros do PSD Madeira que governam a ilha desde que há democracia!

É que não lhe podia ter ocorrido coisa pior, em pior altura! E Murphy…aplicou-se novamente…

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Passando a parte jocosa da coisa, imagino o embaraço porque devem estar a passar os membros do directório nacional do PSD.

É que uma das grandes armas que poderia ser usada pelo PSD contra o PS, na campanha eleitoral que se avizinha, seria a questão das suspeitas de corrupção que ensombraram o governo de António Costa, e o próprio primeiro-ministro.

Mas agora, levantar este assunto, seria dar um enorme tiro no pé, porque acabou de acontecer ao PSD regional da Madeira o mesmo que ao PS no governo nacional.

E Marcelo, o Presidente, irá dar o mesmo destino à Madeira que deu ao continente: vai para eleições regionais antecipadas.

Com isto ficou Pedro Nuno Santos aliviado, caindo-lhe no colo um presente de Natal antecipado. E daqueles presentes grandes, com laçarote e tudo.

E outra personagem da vida política regional e nacional, Alberto João Jardim, lançará uma baforada de charuto, e gritará que para aquelas bandas oceânicas depois dele, vem o deserto.

Agora um pequeno exercício de reflexão: com tudo isto que assistimos nos últimos meses, qual será o índice de abstenção nas próximas eleições de 10 de Março? Muito me espantaria se não andar pelos 50%.

E sei isto por ouvir as conversas nos cafés: a primeira liga da bola está a ser bem disputada. Isto é que interessa. Quanto ao resto….o abanar das cabeças e encolher dos ombros diz tudo. 

OPINIÃO | NUNO MATEUS – JURISTA

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