A Companhia Amarelo Silvestre apresenta no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) o espetáculo A Casa Morreu — Diário De Uma República III, um olhar-ver artístico, através do teatro e da fotografia, atento ao que vão sendo as pessoas e as paisagens de Portugal, entre 2020 e 2030.
A este projeto da Amarelo Silvestre juntam-se os fotógrafos Augusto Brázio e Nelson d’Aires. A I edição, dedicada à Justiça, estreou em 2021, com residências de fotografia em 2020/20201. A II edição de Diário De Uma República dedicada ao Trabalho, estreou em 2023. A III edição estreou em 2025, com residências de fotografia em 2024/2025, e é dedicada à Habitação.
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Às fotografias de Augusto Brázio e Nelson d’Aires, recolhidas, desde 2020, em residências artísticas em Almada, Coimbra, Covilhã, Funchal, Ílhavo, Lamego, Leiria, Lisboa, Loulé, Nelas, Ponte de Lima, Ponte de Sor, Portalegre, Sardoal, Seia, Torres Novas, Viana do Castelo, Vila do Conde e Viseu, somam-se as vivências das pessoas e as suas circunstâncias e o teatro enquanto potenciador não de respostas, mas de perguntas.
A habitação não anda direita, apesar de ser um direito. Há casas sem gente, há gente sem casa, há casas onde não cabe mais gente. A habitação-negócio é a negação da casa-lar. Morreram as casas como as conhecíamos. O que fazer perante isso? Colocar os dedos todos na ferida. Fazer doer ainda mais.
Esta é a III edição de Diário de uma República, projeto de Teatro e Fotografia (2020 — 2030) da Amarelo Silvestre. Com direção artística de Fernando Giestas, apoiado por Rafaela Santos, o espetáculo é interpretado por Daniel Teixeira Pinto, Fernando Giestas e Rafaela Santos. As fotografias pertencem a Augusto Brázio e Nelson D’Aires. A música original é de José Pedro Pinto e Leonardo Outeiro, a cenografia de Henrique Ralheta, o apoio ao movimento de Pietro Romani e o desenho de luz de Guilherme Pompeu. Alex Cassal e Fernanda Eugénio prestaram consultoria artística. Diário de uma República III é uma produção Amarelo Silvestre, em coprodução com o Cineteatro Louletano (CTL), em Loulé.
A Amarelo Silvestre desenvolve o seu trabalho a partir de Canas de Senhorim, com a ambição de criar teatro contemporâneo com relevância artística tanto a nível local como internacional. A sua criação artística é atenta à vida, às pessoas. O percurso da Amarelo Silvestre afirma-se pela constante interrogação da realidade, privilegiando as perguntas mais do que respostas definitivas. A Amarelo Silvestre é uma estrutura cofinanciada pela República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, com o apoio da Câmara Municipal de Nelas.
Depois da apresentação no TAGV, em Coimbra, o projeto da Amarelo Silvestre será apresentado nas Caldas da Rainha (Centro Cultural e Congressos, 22 de maio) e em Lamego (Teatro Ribeiro Conceição, 31 de outubro).
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