A água insiste em entrar há duas semanas na academia de dança MoveDance, em Soure.
A água entrou de forma persistente, danificando o chão e provocando infiltrações que continuam a desafiar a equipa e os alunos.
O professor e responsável, Marcelo Santiago, descreve o impacto emocional e físico: “Sentimo-nos impotentes. Assim que a água baixa, organizamos, limpamos, secamos. Nota-se o brilho dos alunos assim que regressam, mas ainda assim dependemos do céu, do tempo, do imprevisível.”
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Apesar dos danos, a vontade de retomar as aulas e preparar espetáculos mantém-se intacta. Marcelo sublinha o sentimento de pertença e dedicação à academia: “Mesmo com as portas fechadas e o piso marcado pelas inundações, permanece intacta a vontade de voltar. Tenho saudades das contagens ‘e cinco, seis, sete, oito’. A vontade de construirmos o nosso espetáculo.”
O responsável agradece ainda o apoio recebido: “Obrigado pelas mensagens ao longo destes dias. Tenho sentido que não sou o único preocupado com a nossa casa. Garanto-vos, a natureza pode ter força, mas eu tenho comigo o sonho e a paixão.”
A academia espera, assim, conseguir ultrapassar os danos e retomar em breve a normalidade, mantendo viva a energia e o entusiasmo que sempre caracterizaram os seus alunos e professores.