O Pavilhão Centro de Portugal, situado junto ao rio Mondego, volta a estar sob ameaça das cheias, uma situação recorrente que tem obrigado à adoção de medidas preventivas e ao cancelamento ou adiamento das atividades.
Apesar da subida do caudal, a água ainda não entrou no interior do edifício.
“A água tem vindo sempre bater aqui à porta e essa é a razão pela qual, desta vez, fomos avisados com mais antecedência e tentámos proteger aquilo que nos está confiado”, afirmou Emília Martins, explicando que a principal proteção foi colocada no exterior, sobretudo nas portas viradas para o rio.
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No interior, form também tomadas medidas preventivas, embora Emília Martins sublinhe que “a proteção tem de começar primeiro por fora”.
“Aqui dentro é a parte mais simples, mas protegemos tomadas e tudo o que era possível”, referiu. Para além do risco das cheias, o edifício foi ainda afetado pelo mau tempo, nomeadamente pelo vento forte, que provocou a queda de uma árvore nas imediações e danos na cobertura.
“O vento danificou esta tela que funciona como suporte do edifício. O telhado não está nas melhores condições e, se não fizermos reparações imediatas, a água não entra pela porta, mas entra pelo teto”, alertou.
A equipa tem procurado responder com os meios disponíveis, realizando pequenas intervenções de manutenção sempre que necessário. “Vivemos aqui todos os dias e, quando vemos alguma coisa menos bem, procuramos de imediato arranjar uma solução para que a casa continue a ser a Casa da Orquestra, este espaço magnífico junto ao rio Mondego”, destacou.
Ainda assim, a situação obrigou ao adiamento de várias iniciativas. “Já vamos na terceira semana em que tivemos de cancelar ou adiar atividades. Alguns ensaios e iniciativas conseguimos realizar noutros locais, mas houve lançamentos de livros e apresentações de espetáculos, nossos e de outros, que tiveram de ser adiados”, explicou.
A responsável mostra-se, no entanto, otimista quanto ao regresso à normalidade. “Isto é vivido semana após semana, mas não há mal que sempre dure. A seguir à tempestade vem o sol e acreditamos que, no dia 19, esta chuva já tenha passado e possamos voltar à normalidade nesta nossa casa”, afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de a água vir a entrar no edifício, Emília Martins esclareceu que, até agora, tal não aconteceu. “Dentro ainda não entrou. Também nunca nos preparámos como agora, porque fomos avisados com antecedência”.
Neste momento, segundo a responsável, o maior problema continua a ser a infiltração pela cobertura.
“Tem entrado mais água por cima do que por aqui. Para a água entrar pela porta teria de subir quase um metro ou dois”, referiu, sublinhando que, apesar das limitações, a equipa continuará a “corrigir tudo o que for possível, com os instrumentos de que dispõe”.