Os furtos e roubos de automóveis continuam a aumentar em Portugal e fazem dos veículos motorizados um dos principais alvos da criminalidade.
PUBLICIDADE
Segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) citados pelo Correio da Manhã, desaparecem, em média, três viaturas por hora no país, entre furtos completos e roubos de peças.
PUBLICIDADE
De acordo com o relatório relativo a 2025, foram registados 8322 furtos de veículos automóveis e 273 roubos com recurso a violência, conhecidos como carjacking. O documento aponta ainda para 2864 furtos em veículos motorizados e 15 883 ocorrências classificadas como outros furtos em viaturas.
A análise do Sistema de Segurança Interna destaca uma alteração recente no padrão criminal: o aumento significativo dos roubos de motociclos utilizados por estafetas, sobretudo modelos de 125cc, cada vez mais visados devido à facilidade de revenda e utilização rápida.
As autoridades explicam que a maioria dos veículos furtados acaba desmantelada para venda de peças, num mercado ilegal em crescimento. O relatório sublinha ainda uma maior sofisticação da criminalidade automóvel, frequentemente ligada a redes organizadas e transnacionais, bem como o aumento do valor médio das viaturas roubadas, já que os criminosos procuram automóveis mais recentes e tecnologicamente avançados.
O RASI identifica também um novo fenómeno criminal detetado pelas polícias portuguesas em 2025, relacionado com o aumento do furto de carros de aluguer.
Segundo o documento, consultado por aquele jornal, grupos criminosos utilizam intermediários — muitas vezes pessoas vulneráveis ou toxicodependentes — para celebrar contratos de aluguer em nome próprio. As viaturas são depois usadas na prática de outros crimes, como tráfico de droga ou roubos, antes de serem enviadas para fora do país.
O destino mais frequente passa pela Antuérpia, na Bélgica, onde várias viaturas foram recuperadas já preparadas para embarque marítimo com destino a Dacar, no Senegal.
As autoridades alertam que o fenómeno confirma a crescente internacionalização do crime automóvel, exigindo cooperação policial além-fronteiras para travar o tráfico de veículos roubados.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE