A Câmara da Figueira da Foz vai manter os desfiles de Carnaval nos dias 15 e 17, mas adiou a realização da terceira edição do Concurso Gastronómico do Arroz-Doce, prevista para sábado.
Fonte daquele município do litoral do distrito de Coimbra garantiu hoje que, para já, se mantêm os festejos de Carnaval, que têm como rainha a atriz Luciana Abreu e como rei o florista local Nuno Miguel.
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“Nos concelhos com tradição de Carnaval, como Mealhada ou Estarreja, ninguém cancelou”, disse a mesma fonte, salientando que os municípios onde os desfiles têm sido cancelados não têm essa tradição.
No entanto, não colocou de parte a eventualidade dos festejos serem cancelados ou adiados, como já tem acontecido, devido às condições climáticas.
Além dos corsos de 15 e 17 (terça-feira de Entrudo), na avenida do Brasil e Buarcos, com escolas de samba e grupos locais, o Carnaval da Figueira da Foz inclui um desfile noturno no dia 14, um sábado.
O mau tempo é a justificação do executivo municipal para o adiamento da terceira edição do Concurso Gastronómico do Arroz-Doce, prevista para sábado.
“Devido às condições climatéricas que se fazem sentir e tendo em conta o esforço das freguesias nos trabalhos de limpeza e desobstrução de vias, entre outros, entendeu-se não estarem reunidas as condições que permitam a todas as Juntas de Freguesia participarem de igual forma”, lê-se num comunicado da Câmara.
Depois da passagem da depressão Kristin, na semana passada, Portugal continental está agora a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte, vento e forte agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos laranja (o segundo mais grave) pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.