Região

“Chove nas camaratas”: Quartel dos Bombeiros de Montemor-o-Velho com danos que chegam a milhares de euros

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 20-02-2026

O mau tempo causou danos significativos no quartel dos Bombeiros de Montemor-o-Velho e as infiltrações sofridas obrigaram ao desmontar da camarada de pernoita dos profissionais de saúde, revelou hoje o presidente da corporação.

“Temos danos significativos na parte estrutural do Quartel, o que está a permitir infiltrações. Tivemos de desmontar toda uma camarada, que é a camarada de pernoita dos profissionais de saúde, e todo o equipamento e ‘stock’ de material de saúde das ambulâncias também foi afetado pelas infiltrações que surgiram”, informou Nuno Rasteiro.

Em declarações à agência Lusa, o presidente dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho explicou que ainda não tem o valor exato dos prejuízos.

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No entanto, admitiu que possam ascender a vários milhares de euros.

“Ainda estamos à espera de uma avaliação para conseguir avaliar os prejuízos. A nossa autoescada tem estado ao serviço do Município e ainda não conseguimos ir averiguar. O que sabemos é que, após a tempestade, começou a chover nas camaratas, onde temos bastantes infiltrações, e também na zona do pavilhão”, referiu.

Segundo o presidente da Corporação, o desmontar da camarata, com capacidade para oito pessoas, acabou por trazer grandes constrangimentos durante as operações ocasionadas pelo mau tempo.

“Ficámos com elementos que não conseguiam pernoitar no quartel, ou seja, não conseguiam estar em prontidão no quartel, porque não tinham onde ficar. Isto acaba por afetar toda a estrutura”, lamentou.

Nas últimas semanas, os Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho estiveram “basicamente sempre a olhar para os outros”, mas na próxima semana será tempo de “avaliar os estragos internos” e diligenciarem no sentido da resolução.

“Não posso dizer quantos milhares de euros são em danos, mas ultrapassará certamente os milhares de euros. Vamos ter de avaliar tudo para não cometermos o erro de voltar a sofrer este tipo de danos”, evidenciou.

Dezassete corporações de bombeiros dos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra têm os quartéis danificados devido ao mau tempo, sendo os casos mais graves os voluntários de Leiria e Pedrógão Grande, segundo a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

Além dos quartéis de Leiria e de Pedrógão Grande, que apresentam problemas graves e provavelmente obrigarão à construção de novas instalações, há ainda outras corporações com prejuízos elevados nos edifícios como Vieira de Leiria, Marinha Grande, Ferreira do Zêzere e Penela.

Estes 17 quartéis apresentam danos nas coberturas, no edificado, com destruição de salas e camaratas, danos nas antenas e também em muitas viaturas.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.