Coimbra
2.ª Equipa de Intervenção Rápida da PSP acaba… e criminalidade dispara em Coimbra. Coincidência ou erro?
Imagem: Paulo Novais/ LUSA
O distrito de Coimbra está sob forte atenção após a divulgação do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, que revela uma subida significativa da criminalidade geral.
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Ao todo, foram registados 11.334 crimes, mais 11% do que em 2024, colocando Coimbra no topo das maiores subidas a nível nacional.
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Este aumento acontece num contexto particularmente sensível, já que a 2.ª Equipa de Intervenção Rápida (EIR) do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública foi dissolvida em fevereiro de 2024, uma decisão que está agora a gerar debate e preocupação.
Os números mostram que o concelho de Coimbra lidera as participações com 4.321 ocorrências, seguido da Figueira da Foz, com 1.705, e Cantanhede, com 1.115.
Em sentido contrário, apenas Mira, Penacova, Vila Nova de Poiares e Pampilhosa da Serra registaram uma diminuição da criminalidade.
Entre os crimes mais reportados destacam-se a condução sob efeito de álcool, o incêndio por fogo posto e a condução sem habilitação legal, indicadores que refletem problemas persistentes no território.
Apesar do aumento global, há um dado que atenua parcialmente o cenário: a criminalidade violenta e grave registou uma descida superior a 10%, passando de 346 casos em 2024 para 311 em 2025. Ainda assim, crimes como roubo na via pública, resistência e coação sobre funcionário e roubo por esticão continuam entre os mais frequentes nesta categoria.
No terreno, a perceção de insegurança parece acompanhar os números. Comerciantes da Baixa de Coimbra queixam-se de um ambiente cada vez mais difícil, com um deles a afirmar que “não se consegue circular à noite nesta zona”, enquanto outro empresário resume o cenário de forma direta: “está tudo muito mau”.
A nível nacional, Coimbra surge no topo das subidas, seguida de Leiria e Bragança, enquanto regiões como Açores, Portalegre e Madeira apresentam reduções.
No entanto, a coincidência entre o aumento da criminalidade e a extinção da 2.ª EIR levanta questões inevitáveis sobre o impacto dessa decisão na segurança pública.
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