A Estrada Nacional 110 (EN110) continua cortada entre Penacova e Coimbra, vários meses após o deslizamento de terras que comprometeu a segurança da via, sem que exista ainda uma data concreta para a sua reabertura.
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As declarações do presidente da Câmara Municipal de Penacova foram prestadas esta tarde, durante a manifestação realizada junto à EN110, onde população exigia esclarecimentos e uma solução para o encerramento prolongado da via.
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Segundo o presidente da Câmara Municipal de Penacova, a informação mais recente fornecida pela Infraestruturas de Portugal indica que está em curso o projeto de reparação do talude e da plataforma rodoviária, um processo que deverá prolongar-se por vários meses.
“A perspetiva é que a estrada esteja fechada durante algum tempo”, afirmou o autarca.
Apesar dos pedidos da autarquia para uma intervenção de emergência e a reabertura parcial da via, a resposta tem sido negativa devido a questões de segurança.
“Pedimos pelo menos a reabertura de uma das faixas, mas parece que não há condições de segurança para que isso aconteça.”, afirma Álvaro Coimbra.
O impacto do encerramento é significativo, afetando diretamente a economia local, os transportes e o quotidiano da população.
“Tem um impacto muito grande na economia local, nos transportes públicos, nas empresas e na vida das pessoas.”
A situação agrava-se tendo em conta os movimentos pendulares diários entre Penacova e Coimbra, com muitos residentes obrigados a percursos mais longos e dispendiosos. “O aumento do gasóleo e a volta maior que têm de dar veio agravar essa questão.”, explicou o autarca.
A autarquia tem também vindo a alertar, ao longo dos anos, para a falta de manutenção da via, apontando responsabilidades à entidade gestora. De acordo com o presidente da Câmara, chegou mesmo a ser elaborado um relatório técnico detalhado sobre as patologias da EN110, entregue ao Governo, sem que tenha havido intervenção.
“Os anos passaram e essas obras de requalificação nunca aconteceram.”
Para mitigar os efeitos do corte, o município implementou um serviço de transporte de apoio à população, sobretudo nas zonas mais afetadas.
“Há um autocarro nosso disponível de manhã que faz o transfer das pessoas para a paragem mais próxima e para o circuito alternativo.”
Ainda assim, a solução é vista como temporária e insuficiente face à importância da via.
“O que nós queremos é que esta estrada, que é muito importante para a economia da região, seja reparada o mais breve possível.”
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