Proposta foi apenas aprovada apenas pelos vereadora da coligão Avançar Coimbra e pela vereadora independente Maria Lencastre Portugal.
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“Desencravar muitos investimentos” que estão submetidos na câmara há muitos anos é o principal objetivo da suspensão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Coimbra aprovado sexta-feira, 10 de abril, na reunião do executivo municipal.
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Para a presidente Ana Abrunhosa, trata-se de uma medida que permitirá “densificar cidade à volta do canal do Metro e permitir que, na margem esquerda e na margem direita, nós possamos também ter construção de habitação a custos acessíveis”.
Em declarações ao Notícias de Coimbra, a autarca referiu que esta decisão “não revoga o PDM e nós até estamos a colocar um nível e vai permitir, por exemplo, desbloquear investimentos que aqui estão há anos e que não são viáveis, nomeadamente hotéis, tendo em conta as restrições que o atual PDM coloca”.
“O que nós estamos a permitir é que se construa, e que se construa com qualidade, sobretudo a habitação e a habitação a custos acessíveis, onde existe um projeto de mobilidade”, frisou.
Veja o Direto NDC com Ana Abrunhosa
Do lado da oposição, foi a vereadora Ana Bastos que explicou o sentido de voto contrário a esta decisão. Para a autarca, “a suspensão do PDM existe como uma medida excecional para fenómenos emergentes”, o que no caso não se aplica.
Apesar das alterações introduzidas, as quais tornam “muito mais sólida, muito mais consistente e muito menos perigosa”, Ana Bastos afirmou que ela “desprotege os próprios serviços técnicos, que não tendo balizas quantitativas, tendo apenas qualitativas, sofrem naturalmente a pressão do mercado imobiliário”.
“O grande problema que se põe aqui é como controlar, do ponto de vista do negócio jurídico, uma situação destas”, afirmou.
Veja o Direto NDC com Ana Bastos
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