Justiça
Julgamento do filho acusado de matar a mãe vereadora retoma esta sexta-feira
Imagem: Facebook
O julgamento do menor acusado de ter matado a própria mãe em Vagos é retomado esta sexta-feira, 10 de abril, no Tribunal de Família e Menores de Aveiro.
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Nesta sessão estão previstas a audição das duas últimas testemunhas e a apresentação das alegações finais.
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O jovem, de 14 anos, é julgado à porta fechada no âmbito de um Processo Tutelar Educativo, por factos que correspondem a um alegado crime de homicídio qualificado.
Na segunda audiência foram ouvidas sete testemunhas. Entre elas estiveram um psicólogo do centro educativo onde o menor se encontra internado em regime cautelar, dois inspetores da Polícia Judiciária, dois jovens e a mãe de um deles, além de outra testemunha.
Durante aquela sessão, também prestaram esclarecimentos um pedopsiquiatra e um psicólogo responsáveis por relatórios que constam do processo, a pedido da defesa.
Segundo informação do Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, a continuação do julgamento foi agendada para 10 de abril devido à indisponibilidade das defensoras e à interrupção do período da Páscoa.
As audiências decorrem sem presença de público ou comunicação social, por decisão de exclusão de publicidade, sendo que apenas a leitura da decisão final será pública. O pai do menor pode acompanhar as sessões por se tratar de um processo envolvendo um filho menor.
O jovem encontra-se em internamento cautelar num centro educativo em regime fechado. O Ministério Público pede a aplicação da medida tutelar educativa de internamento, a mais grave prevista na lei.
Recorde-se que o caso remonta a 21 de outubro de 2025, no concelho de Vagos, quando Susana Gravato foi encontrada baleada dentro de casa. Foi o marido quem a encontrou e chamou os meios de socorro, mas a vítima acabou por ser declarada morta no local.
Menos de 24 horas depois, a Polícia Judiciária identificou o filho da vítima, então vereador, como principal suspeito do crime.
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