O Presidente da República lançou hoje mãos à terra e plantou simbolicamente um medronheiro à entrada do PEPA – Parque Empresarial de Proença-a-Nova, onde o mau tempo causou prejuízos na ordem dos três milhões de euros (ME).
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No regresso ao parque empresarial, local onde tinha estado há cerca de dois meses em plena campanha eleitoral para as presidenciais, António José Seguro plantou a primeira de algumas árvores autóctones, tendo-lhe seguido o exemplo o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.
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“A democracia tem de ser bem tratada. Tem de ser regada, de apanhar sol e de apanhar também sombra”, referiu na altura o Presidente da República aos jornalistas, depois de lhe ter sido perguntado se a democracia tinha de ser bem regada.
O chefe de Estado devolveu a “provocação” e desafiou os jornalistas e a restante comitiva a pegarem na enxada e também eles a deixarem plantados alguns medronheiros.
Dois meses depois, Seguro encontrou em Proença-a-Nova um parque empresarial “diferente” e “limpo”.
“É um sinal muito positivo quando vejo empresários que, depois da infelicidade da tragédia, conseguem reerguer-se e continuar a dinamizar do ponto de vista económico e continuam a fixar empregos”, disse.
Ao longo da visita a algumas das sete empresas instaladas no Parque Empresarial de Proença-a-Nova, o Presidente da República ouviu as preocupações de empresários que viram os seus negócios afetados e ainda pediu ao coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes, que explicasse que apoios podiam acionar para fazer face aos prejuízos de uma forma mais célere.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, o mau tempo afetou as sete empresas do PEPA, causando prejuízos na ordem dos três milhões de euros.
A empresa Procerâmica – Cerâmica de Mesa foi a mais impactada, tendo os prejuízos ultrapassado um milhão de euros.
“No concelho de Proença-a-Nova o mau tempo causou cerca de 9 milhões de euros em danos em infraestruturas municipais. Se tivermos em conta os prejuízos em particulares e na floresta, temos danos na ordem dos 25 milhões de euros”, informou ainda o autarca.
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