Mais de 2 meses depois das cheias e do mau tempo que afetaram o distrito de Coimbra no final de janeiro e fevereiro, há quem ainda sofra as consequências.
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É o caso de Maria Ermelinda, residente na Rua de Baixo, na Casa Branca, em Coimbra, que desde 2 de fevereiro se encontra sem internet, televisão, rede móvel e telefone fixo.
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Em conversa com o Notícias de Coimbra, Maria relatou o impacto da situação: “Eu tinha que me desviar com receio do que poderia acontecer”.






O problema começou quando um poste da operadora MEO caiu parcialmente e deixou os cabos soltos que ligavam à sua residência. “No dia 2 de fevereiro eles estavam tão baixos, quase rentes ao chão, que eu ouvi um estrondo e algumas telhas caíram do telhado para a via pública”, explicou Maria.
Apesar de múltiplas chamadas à operadora e visitas às lojas, bem como contactos o problema persiste. “Não consigo resolver o problema e eu apelo a quem… Dois meses depois é um desgaste psicológico muito grande. Imagine-se sem ter televisão há três meses, sem ter internet, sem poder ligar o computador”, lamenta a moradora.
A situação agrava-se pelo facto dos cabos estarem no interior da escola EB23 Alice Gouveia, uma zona frequentada diariamente por crianças: “Pelas 8:00, diariamente, os alunos desta escola brincam aqui à volta da árvore e dos cabos que estão soltos. É um perigo”, alertou.
A moradora aponta para um problema de responsabilidades partilhadas entre as operadoras. O impacto vai além do incómodo doméstico. Outro morador da mesma rua, que necessitava da internet para teletrabalho, viu-se forçado a mudar-se temporariamente para a casa de um familiar para poder continuar a trabalhar.
Esta situação evidencia as consequências de eventos climáticos extremos na infraestrutura urbana e a dificuldade em obter respostas rápidas das operadoras de telecomunicações. Mais de dois meses depois, moradores da Rua de Baixo continuam sem acesso a serviços básicos de comunicação, numa área central da cidade de Coimbra.
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