O Governo reforçou o apelo à responsabilidade no trânsito durante a Páscoa, num período marcado por números alarmantes.
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A própria Guarda Nacional Republicana (GNR) classificou de “assustador” o registo de 18 mortos em apenas quatro dias, tornando esta Páscoa uma das mais mortais dos últimos anos nas estradas portuguesas.
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Além das vítimas mortais, contabilizaram-se mais de 2.000 acidentes, que resultaram em cerca de 700 feridos, dos quais 42 em estado grave.
Num apelo público feito neste domingo, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, sublinhou a importância da prudência ao volante: “Neste dia de Páscoa e de regresso a casa, faço um apelo muito forte. Abrande. Não conduza sob o efeito de álcool. Evite distrações. Nenhuma viagem vale uma vida. Cada acidente evitável é uma falha coletiva – do Estado, e assumiremos as nossas responsabilidades, mas também de cada um de nós.”
Enquanto o Governo lança estas mensagens de prevenção, surgiram críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, por comportamento considerado irresponsável ao volante. Um vídeo publicado pelo próprio Governo, assinalando os dois anos de mandato, mostra Luís Montenegro numa viagem por Lisboa sem cinto de segurança, acompanhado pelo motorista e, possivelmente, pelo videógrafo, também sem cinto, pode ler-se no ZAP.
As imagens geraram reação imediata nas redes sociais. Na página “A Gaja”, Raquel Costa escreve: “Luís Montenegro perdeu uma excelente oportunidade para fazer pedagogia. Faça melhor, senhor primeiro-ministro. Dê o exemplo. Não custa nada.”
O episódio reacendeu o debate sobre o exemplo que figuras públicas devem dar na estrada, num contexto em que cada acidente tem consequências trágicas para famílias portuguesas.
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