Uma equipa de investigadores desenvolveu um sensor portátil que, no futuro, pode permitir diagnosticar pneumonia e outras doenças respiratórias apenas analisando o hálito de uma pessoa — sem necessidade de exames de raio‑X ou resultados laboratoriais demorados.
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O protótipo, apelidado de PlasmoSniff, foi criado por cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e funciona através de nanopartículas inaladas que transportam marcadores químicos ligados a doenças. Quando uma pessoa com pneumonia inala estas partículas, enzimas específicas libertam marcadores que são depois exalados e podem ser detetados pelo sensor.
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Este sensor portátil analisa compostos orgânicos voláteis — pequenas moléculas presentes no hálito — captando apenas os sinais relevantes associados a doenças profundas nos pulmões. Apesar de estes biomarcadores serem libertados em quantidades muito diminutas, o dispositivo utiliza tecnologia avançada de plasmonics e espectroscopia Raman para amplificar as vibrações das moléculas e reconhecer o seu “padrão” característico, pode ler-se na Science Alert.
Atualmente, o sensor foi testado em animais (ratos) e mostrou que pode detetar marcadores de pneumonia em concentrações extremamente baixas. Para aplicação humana, os investigadores pretendem desenvolver um acessório semelhante a uma máscara que permita ao paciente respirar através do sensor durante alguns minutos, juntamente com um dispositivo portátil que analise o exalado no próprio local de atendimento — seja numa clínica ou potencialmente em casa.
Os investigadores acreditam que, com mais testes e desenvolvimento, esta tecnologia poderá tornar‑se um método rápido, acessível e conveniente para diagnóstico de pneumonia e outras doenças respiratórias, sem a dependência de aparelhos laboratoriais volumosos.
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