“Há muita gente que diz: ‘ah, mas o meu filho é muito lourinho ou é ruivo’”. A questão é recorrente entre pais — e não é mito. A sensibilidade da pele está diretamente ligada ao chamado fotótipo, ou seja, à forma como a pele reage à exposição solar.
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“Os fotótipos mais baixos, geralmente associados a peles mais claras, têm maior risco de queimadura”, explica a pediatra Ana Silva.
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Ainda assim, deixa um alerta importante: “Nas crianças, independentemente do fotótipo, a pele é tão sensível e tão fininha que deve ser sempre usado protetor solar 50+, com renovação pelo menos de duas em duas horas.”
A recomendação é clara: todas as crianças devem ser protegidas “como se fossem lourinhas ou ruivas”. Isto porque, embora a cor do cabelo seja muitas vezes associada à sensibilidade, o fator determinante é o tom de pele. “A pele mais branquinha é mais suscetível a queimaduras graves, mas as peles morenas também não estão imunes — sobretudo em idades precoces.”
E há um grupo que merece atenção especial: os bebés. “A pele dos bebés é mesmo muito frágil”, reforça.
Se proteger os mais pequenos depende sobretudo dos pais, na adolescência a tarefa torna-se mais difícil. “Às vezes os adolescentes não gostam muito de aplicar creme — não é ‘fixe’”, admite.
Ainda assim, há formas de contornar a resistência. “Hoje em dia já existem protetores com brilhantes e texturas apelativas, especialmente pensados para adolescentes, que podem incentivar a utilização.” A preocupação não é exagerada: “As lesões nesta fase da vida são as que, mais tarde, podem trazer complicações mais graves.”
Outra dúvida frequente entre famílias prende-se com viagens de avião com bebés. A resposta pode surpreender: “Os bebés podem viajar desde as primeiras semanas de vida”, explica a especialista, desde que haja autorização médica.
Ainda assim, o conselho é esperar algum tempo. “Recomendamos aguardar algumas semanas, não só para garantir que o bebé está saudável, mas também para que os pais se adaptem à nova realidade.”
A partir dos dois meses, altura em que começam as vacinas, viajar torna-se ainda mais tranquilo. “Hoje em dia, as companhias aéreas estão muito adaptadas: é possível pedir berços e há vários dispositivos práticos como slings, mochilas de transporte e carrinhos adequados.”
No entanto, há exceções. “Devemos ter atenção a destinos com doenças endémicas, onde não é possível vacinar bebés tão pequenos.”
Para quem quiser aprofundar estes temas, há uma oportunidade a não perder. No dia 9 de maio, realiza-se um workshop dedicado às férias com bebés, integrado no evento “Bem-vindo Bebé”, que se realiza na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.
“Vai ser um workshop oferecido às famílias pelo município de Penacova, focado em férias family-friendly e contacto com a natureza”, revela a especialista, que será também a formadora.
As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas online. “Acho que vai ser espetacular”, conclui.
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